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Bancário que atropelou 17 ciclistas no RS é condenado a 12 anos de prisão

Após dois dias de julgamento, em mais de 20 horas de sessão, o júri popular acatou a denúncia do Ministério Público de 11 tentativas de homicídio triplamente qualificado e cinco lesões corporais

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postado em 25/11/2016 09:25


O bancário Ricardo Neis, de 53 anos, foi condenado na noite desta quinta-feira, 24, a 12 anos e nove meses de prisão, em regime fechado, por atropelar e ferir 17 ciclistas que participavam de uma pedalada noturna na Cidade Baixa, região central de Porto Alegre. O crime aconteceu em fevereiro de 2011.

Após dois dias de julgamento, em mais de 20 horas de sessão, o júri popular acatou a denúncia do Ministério Público de 11 tentativas de homicídio triplamente qualificado e cinco lesões corporais. A sessão ocorreu na 1ª Vara do Júri de Porto Alegre.

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Ricardo Neis poderá recorrer da decisão em liberdade e não perderá o emprego. O acusado é funcionário de carreira do Banco Central.

Durante a audiência dessa quinta-feira, o advogado de defesa do réu, Manuel Castanheira, pediu aos jurados que não condenassem seu cliente a uma pena tão grave, de 25 anos de detenção, como sugeria o Ministério Público.

"Nenhuma vítima do atropelamento teve lesão que significasse risco de vida", afirmou o defensor. Castanheira tentou convencer os jurados a se colocarem na situação do réu. "Neis agiu por legítima defesa, pelo medo, pelo pavor que ele sentiu naquele momento."

Acusação


A promotora de justiça Lúcia Helena Callegari ressaltou que o Ministério Público vai recorrer da sentença para tentar elevar a pena. Ao longo do julgamento, ela disse que "o que ocorreu naquele dia não foi um acidente e sim uma tentativa de homicídio em massa".

Imagens e fotografias do atropelamento foram usadas para sustentar os argumentos da acusação. "Eu vejo aquela cena, e a intenção está ali", mostrou o promotor Eugênio Amorim, afirmando que o réu pretendia matar os ciclistas.

No final do julgamento, dezenas de ciclistas comemoraram a condenação do bancário em frente ao Foro Central de Porto Alegre

Por Agência Estado

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