Chapecoense pretende colocar os sobreviventes no mesmo hospital em Medellín

Diretor médico do clube elogia tratamento médico dado aos feridos da tragédia que matou 71 pessoas na Colômbia

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postado em 02/12/2016 07:50

Luis Acosta/AFP - 29/11/16

O diretor médico da Chapecoense, Carlos Mendonça, disse ontem em Medellín que pretende reunir no mesmo hospital os quatro sobreviventes brasileiros do acidente aéreo de segunda-feira com a delegação do clube. Estão internados, em estado crítico, o zagueiro Neto, o lateral-esquerdo Alan Ruschel, o goleiro Follmann e o jornalista Rafael Henzel, que cobriria a final da Copa Sul-Americana.

 

“Vamos juntar todos os pacientes em um local só para a logística médica e familiar ficar melhor. Só temos a agradecer ao povo da Colômbia pelo carinho. Todos os sobreviventes estão sendo muito bem tratados”, afirmou o diretor.

 

 

Neto e Henzel estão em La Ceja, cidade mais próxima do local da queda, em Cerro El Gordo. O hospital fica a cerca de 1h30 de Medellín. O defensor foi o último a ser resgatado após a queda da aeronave. Já o jornalista apresenta um trauma torácico e uma fratura na perna. Ele tem mostrado uma recuperação satisfatória, já está consciente e sua esposa chegou para acompanhá-lo.

 

Em outra cidade próxima a Medellín, Rionegro, está internado na clínica Somer o lateral Alan Ruschel, em estado crítico, mas estável. Ele foi operado na terça-feira por conta de uma fratura na coluna. 

 

O hospital San Vicente, em Medellín, é onde está o goleiro Follmann. O jogador é quem apresenta o quadro mais grave. Ontem, ele foi submetido a nova cirurgia na perna direita, que foi parcialmente amputada. Os médicos, porém, descartaram a necessidade de amputar também o pé esquerdo. Também ontem, os familiares dos sobreviventes começaram a chegar à cidade.

 

Já os tripulantes bolivianos Jimena Suárez e Erwin Tumiri apresentam bom estado de saúde e, dependendo da avaliação que será realizada por médicos da Colômbia e da Bolívia, terão alta até amanhã. O presidente da Comissão Nacional de Médicos do Futebol da CBF, Jorge Pagura, está em Medellín para acompanhar a recuperação dos sobreviventes.  

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