Brasil

Jovem devolve celular perdido e pede emprego como recompensa

Pablo Júnior, de 17 anos, recusou a recompensa de R$ 200 por ter devolvido o celular do analista de redes, Nikolas Soares, ao invés disso pediu uma oportunidade de trabalho

Hellen Leite
postado em 22/02/2017 13:29

Pablo Júnior (e) devolveu o aparelho perdido a Nikolas

Pablo Júnior Oliveira de Paula, de 17 anos, ficou famoso nas redes sociais depois de achar um celular avaliado em R$ 2.600 e devolvê-lo ao dono. O dono do aparelho, o analista de redes, Nikolas Soares Valério, tentou oferecer uma recompensa de R$ 200 a Pablo, mas ao invés disso, o garoto lhe pediu um emprego. Surpreso com a atitude do adolescente, Nikolas publicou a história junto com o currículo de Pablo em sua página na internet. Em dois dias, o adolescente já atendeu a dezenas de empresas que querem oferecer a ele uma oportunidade de trabalho.

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Pablo contou ao Correio que encontrou o aparelho no sábado, na porta de uma festa, em Goiânia. Ele estava com um amigo, que precisava entregar o dinheiro do caixa do dia para uma ex-patroa que estava no evento. Ao chegar no estacionamento, encontrou o aparelho, viu uma notificação do aplicativo Uber e imaginou que o dono teria deixado o celular cair ao ir embora do local.

[SAIBAMAIS];Eu esperei tela ficar bloqueada e liguei para o dono do celular perguntando como poderia fazer para entregar o aparelho. Ele me disse que estava viajando, mas que iria na minha casa buscar na segunda-feira;, diz. Chegado o dia combinado, Nikolas foi à casa de Pablo e ofereceu uma recompensa de R$ 200 como forma de agradecimento, mas o adolescente mostrou o seu currículo e disse que precisava de um emprego.

A história foi publicada no Facebook do analista de redes e em pouco tempo teve mais de 9,5 mil curtidas e 2 mil compartilhamentos na rede. Depois do post feito por Nikolas, Pablo conta que já recebeu a mais de 30 propostas de emprego e passou os últimos dois dias fazendo entrevistas. Ele ele sonha em ir muito mais longe: quer terminar o ensino fundamental e cursar a faculdade de Direito.

Não é a primeira vez que Pablo devolve algo que achou. Para ele, achar e devolver algo que não lhe pertence é uma atitude natural. ;Minha atitude foi normal, eu não pensei em ficar com o celular, meu primeiro pensamento foi devolver. Se você acha uma coisa que não é sua, faça o certo, procure o dono;, conta. Apesar disso, ele se diz feliz com a repercussão da história. ;Foi muito bom, por que pra quem estava desempregado desde dezembro, agora posso até escolher onde vou trabalhar;, comemora.

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Pablo mora com a mãe e outros três irmãos no bairro Jardim Luz, em Goiânia. E desde que o pai morreu, há sete anos, ele ajuda a pagar as contas da família. ;Agora, vou fazer as entrevistas e conseguir um bom emprego em uma boa empresa. Vou ajudar minha mãe e quero voltar a estudar para no futuro ser alguém na vida;.

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