Acidente com carro da Unidos da Tijuca deixa 12 pessoas feridas no Rio

Estrutura de uma das alegorias desabou com várias pessoas e sobre outras que estavam na parte de baixo. Ontem, carro alegórico da Paraíso Tuiuti prensou pessoas contra grade de proteção

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postado em 28/02/2017 07:27 / atualizado em 28/02/2017 15:08

A segunda noite de desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do Rio, na Marquês de Sapucaí, também foi marcada por acidentes. No mais grave, envolvendo a Unidos da Tijuca, 20 pessoas foram socorridas por equipes de resgate após o teto do segundo carro da escola despencar com os componentes e cair sobre outros que estavam na parte de baixo. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, 12 ficaram feridas e oito receberam assistência psicológica devido ao susto causado pelo acidente.
 
Dos 12 feridos, 9 foram levados de ambulância para hospitais públicos próximos ao local. Ao menos dois casos são considerados graves. Até a tarde de hoje, duas pessoas ainda permaneciam internadas nos hospitais municipais Souza Aguiar, no centro do Rio e no Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, zona oeste.
 
Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o momento em que a estrutura desaba. Veja:
 
 

O carro, que havia entrado menos de dez minutos após o início do desfile, ficou parado por cerca de 20 minutos para o resgate das pessoas. Os componentes foram retirados pelos bombeiros. Integrantes da escola fizeram uma barreira humana para impedir a aproximação de curiosos, o que impediu a entrada das alas durante a passagem da escola pela Marquês de Sapucaí. Várias pessoas na plateia chegaram a jogar objetos na passarela do samba, revoltados pelo fato de a escola prosseguir com o desfile.
 
De acordo com a Prefeitura do Rio, entre os feridos há dois casos considerados graves, "um com traumatismo craniano e outro com ferimentos no abdome". Uma das componentes que estava no carro, Raissa Pihneiro contou que estava na plataforma, do lado esquerdo, quando viu o outro lado caindo. "As pessoas caíram dentro do carro e algumas ficaram presas entre o ferro retorcido", contou.

Ao fim do resgate, o carro seguiu o trajeto sob aplausos do público, ainda com vários bombeiros no local e componentes da escola aos prantos. Em nota, a Unidos da Tijuca afirmou que, nesse momento, a preocupação é apenas em dar toda a assistência aos envolvidos no acidente. "As causas serão devidamente apuradas e será fornecida toda a colaboração necessária às investigações".
 
 
 
O carnavalesco Mauro Quintaes, de 58 anos, um dos cinco integrantes da comissão de carnaval da Unidos da Tijuca, suspeita que uma "fadiga" do ferro usada na estrutura do carro alegórico tenha provocado a queda de integrantes da escola. "Em 32 anos de carnaval nunca vi nada parecido. Fizemos ensaios desde dezembro em cima do carro e nunca houve nem indício de problema. Os bombeiros fizeram a vistoria e também aprovaram, sem suspeitar de nada. Foi uma fatalidade", afirmou. 
 

Carro encosta em grade 

A noite que era para ser de alegria também acabou sendo de pânico para quem acompanhou o desfile da União da Ilha. A escola teve dificuldade para manobrar o quinto e penúltimo carro, que era muito grande e acabou ficando mais próximo do que deveria do gradil do setor 1, justamente onde, no domingo (26/2), 20 pessoas ficaram feridas com o choque do carro do Tuiuti.
 
O fim do desfile da agremiação também foi tumultuado, após o carro empacar na dispersão. Empurrado, o veículo bateu, sem força, no estúdio de transmissão da TV Globo. A sexta alegoria, na sequência, não conseguia passar por conta disso. Houve desespero de integrantes da escola para que se liberasse o caminho. Mesmo assim, a Ilha conseguiu encerrar a apresentação, em exatos 75 minutos, o máximo permitido a partir desse ano (até 2016, eram 82).

Prensados contra grade 

No domingo, o último carro alegórico da Paraíso Tuiuti, desgovernado, prensou pessoas contra a grade de proteção na área de concentração, pouco antes de entrar na avenida. Ao menos oito ficaram feridos. O diretor de carnaval da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), Elmo José, tentou explicar a dinâmica do acidente. Ele relatou que, com a chuva que caia no momento do acidente, a parte da frente do carro começou a tender para o lado esquerdo e não conseguiu fazer a curva para entrar na passarela. Ele desgovernou um pouco, segundo o diretor, e começou a encostar nas pessoas. Três mulheres permanecem internadas e uma delas respira com a ajuda de aparelhos, segundo o boletim médico mais recente.
 
Com informações da Agência Estado e da France Presse 
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