Cresce taxa de assassinatos de mulheres negras no país, aponta Ipea

Índice de homicídios de mulheres negras cresceu 22% entre 2005 e 2015, enquanto a taxa caiu nos demais grupos étnicos

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postado em 05/06/2017 12:28 / atualizado em 05/06/2017 14:42

Kleber Salles/CB/D.A Press

 
O número %u200Bde mulheres negras assassinadas no Brasil aumentou e ficou acima da média observada na população feminina em geral no período de 2005 a 2015, segundo levantamento do Atlas da Violência 2017, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) nesta segunda-feira (5/6). 
 
 
Enquanto a mortalidade por homicídio de mulheres não negras (brancas, indígenas e amarelas) caiu 7,4% no período analisado (passando para 3,1 mortes para cada 100 mil mulheres), a mortalidade de mulheres negras teve um aumento de 22%, chegando à taxa de 5,2 mortes para cada 100 mil. Esse é um número que está acima da média nacional de mulheres assassinadas, que é de 4,5 mortes para cada 100 mil habitantes. Outro dado também traz alerta sobre a vulnerabilidade desse grupo: o índice de negras que já foram vítimas de agressão subiu de 54,8% para 65,3% entre 2005 e 2015.

De acordo com o estudo, essa realidade se deve à combinação de desigualdade de gênero e racismo, características marcantes da sociedade brasileira que têm ganhado centralidade nas discussões sobre violência no país.
 
Diferenças por estado 
 
Ainda de acordo com o mapa elaborado pelo Ipea, as maiores taxas de mortalidade de mulheres negras foram registradas no Espírito Santo (9,2), Goiás (8,7), Mato Grosso (8,4) e Rondônia (8,2). Das 27 unidades da Federação, apenas sete tiveram redução na taxa de morte de mulheres negras por homicídio entre 2005 e 2015: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraná, Amapá, Roraima e Mato Grosso do Sul.
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jorge
jorge - 05 de Junho às 18:05
PAIS DA IMPUNIDADE! Faz se necessário a coleta de assinaturas que se tornam Projeto de Lei de Iniciativa Popular, a exemplo do que ocorreu com a Lei da Ficha Limpa, Medidas contra "10 medidas contra a corrupção, a favor da Preservação da Vida de Inocentes, pela redução do número de homicídios com aplicação de penas mais severas tais como prisão perpetua e pena capital ( pena de morte). Vejam as consequências da greve da Policia que houve no Estado do Espirito Santo, dispararam o número de homicídios. Razão: Sem polícia os homicidas ficaram a vontade para matar. Cabe aqui demonstrar que os homicídios não são consequências das desigualdades sociais ou falta de Deus, e sim a certeza da impunidade. No Brasil somente 2% dos homicídios são solucionados, e são aplicadas penais banais. Quando se fala em INIBIR OS HOMICÍDIOS pela implantação de prisão perpetua e PENA DE MORTE para inibir os quase 60 mil homicídios por ano Brasil, as entidades direitos humanos, OAB e religiosos, juristas, governo, políticos são contrários a estas medidas e ficam passivos diante da trágica realidade brasileira.