Alunos se fantasiam de profissionais que 'não deram certo' e são criticados

Em evento denominado 'Se nada der certo, estudantes de escola de Novo Hamburgo (RS) se vestem de garis, faxineiros, vendedores ambulantes e funcionários de fast-food, causando revolta nas redes sociais

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postado em 05/06/2017 14:52 / atualizado em 05/06/2017 17:48

Reprodução/ Facebook

 

Um evento dos alunos do 3º ano da Instituição Evangélica de Novo Hamburgo (IENH) gerou polêmica nas redes sociais nesta segunda-feira (5/6). O colégio da cidade do Rio Grande do Sul promoveu um dia temático para os formandos com o tema 'Se nada der certo', e as fantasias escolhidas por alguns dos alunos foram consideradas ofensivas por vários internautas.

 

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Segundo a própria instituição divulgou em uma nota de esclarecimento, a ideia era tornar a possibilidade de não passar no vestibular mais "tranquila" para os estudantes e mostrar outras opções de trabalho. O resultado, no entanto, foram estudantes "fantasiados" de profissões que considerariam um fracasso, como garis, faxineiros, hippies, vendedores ambulantes e funcionários de fast-food.

 

Reprodução/ Facebook

 

A página da escola recebeu diversas criticas de internautas em sua página. "Realmente escolheram muito mal o nome do seu projeto e ofenderam muitos trabalhadores honestos", comentou um usuário. "Menosprezaram SIM muitas pessoas e profissões. Mexeram com a auto estima das pessoas e em nenhum momento se preocuparam com o RESPEITO, que é o que uma organização escolar deve prezar", comentou outra. "Tem gente que menospreza a capacidade de compreensão das pessoas. Quanta hipocrisia!", disse uma internauta.

 

Após a repercussão negativa, o IENH afirmou, em sua página oficial no Facebook, que "em momento algum teve a intenção de discriminar determinadas profissões", e que "de forma alguma foi fazer referência ao 'não dar certo na vida'" (leia nota abaixo). 

 

Confusão com outra escola 

 

 

Quando as fotos dos alunos começaram a circular, muitos internautas afirmaram se tratar de um evento de uma unidade colégio Marista Champagnat, também no Rio Grande do Sul. Essa escola, contudo, esclareceu que não tinha relação com o evento e que já realizou um recreio temático semelhante, em 2015. 

 

Em nota, o Grupo Marista informou que "esse fato isolado não condiz com a proposta pedagógica e valores Maristas, baseados no respeito às pessoas, à diversidade e à dignidade humana".

 

 

Leia na íntegra a nota oficial divulgada pelo IENH:

 

NOTA DE ESCLARECIMENTO


A Instituição Evangélica de Novo Hamburgo – IENH vem a público, por meio desta nota, esclarecer a sua posição em virtude da atividade “Se nada der certo”, realizada no dia 17 de maio de 2017, pelos alunos da 3ª série do Ensino Médio e publicada no site Bombô (bombors.com.br).


A IENH é uma instituição de ensino com 185 anos de tradição em Novo Hamburgo e no decorrer da sua história sempre prezou pela formação pautada em valores. Com professores e funcionários comprometidos com a educação, já formou inúmeros profissionais que atuam nas mais diversas áreas do mercado de trabalho.


A IENH, bem como os seus estudantes, através da referida atividade, em momento algum teve a intenção de discriminar determinadas profissões, até porque muitas delas fazem parte do próprio quadro administrativo e são essenciais para o bom funcionamento da Instituição.

 

A atividade “Se nada der certo” faz parte do projeto Dia D, prática comum nas escolas da região e grande Porto Alegre, que tem como objetivo promover momentos de integração e descontração entre os formandos do Ensino Médio, tendo em vista o encerramento da etapa que culmina com a busca da aprovação no vestibular e ingresso no ensino superior.


O objetivo principal dessa atividade foi trabalhar o cenário de NÃO APROVAÇÃO NO VESTIBULAR, de forma alguma foi fazer referência ao “não dar certo na vida”.


Atividades como essa auxiliam na sensibilização dos alunos quanto a conscientização da importância de pensar alternativas no caso de não sucesso no vestibular e também a lidar melhor com essa fase.


Dessa forma, a IENH pede desculpas pelo mal entendido com a concepção e realização da atividade que não teve o objetivo de discriminação enfatizado nas redes sociais. Também destacamos que todas as colocações e situações oriundas certamente serão temas de discussão e aprendizado em sala de aula.


Equipe Diretiva e Pedagógica da IENH

 

 

 

* Estagiária sob supervisão de Humberto Rezende 

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.
 
Jackson
Jackson - 05 de Junho às 23:04
Só é fazer o " se tudo der errado e irem fantasiados de médico,juiz,engenheiro , professor , ...kkkkkkkkkk. Mesmo pq ,se tudo der certo..... atendente de fast food , gari ,ambulante e happy é o que vc terá vontade de ser mesmo .kkk%u0137kk.Quanta hipocrisia!!
 
ednilson
ednilson - 05 de Junho às 19:18
Típico da juventude: genialidade nas idéias, nem sempre avaliando devidamente as consequências. Eles é que estão certos. Brincar com as adversidades da vida alimenta a vontade de continuar vivendo. Os críticos mais ácidos tiveram seus medos iluminados.
 
Horst
Horst - 05 de Junho às 17:46
Parabéns, Mendonça Filho e Michel Temer, os créditos desta campanha da EINH são dos senhores!
 
Horst
Horst - 05 de Junho às 17:38
E se os faxineiros, vendedores, cozinheiros e atendentes do refeitório, se é que a escola tem um, de repente, pedissem demissão coletiva desta escola? E se os garis, em um determinado dia da semana, não aparecessem para limpar o lixo produzido pela classe abastada que frequenta o colégio? EINH, saiba que há muitos garis, faxineiros, cozinheiros e vendedores mais dignos do que os corpos docente e discente que os discriminaram nesta campanha ridícula de menosprezo a atividades só pelo fato de elas não darem retorno financeiro a seus pretensos formandos. Nota ZERO a todos! Ah, como retratação, a instituição bem que podia fazer seus clientes refletirem sobre o assunto, apresentando-lhes um estudo realizado por um antropólogo paulistano que se fez passar por gari para comprovar o quanto certas profissões são invisíveis aos olhos, chamado INVISIBILIDADE PÚBLICA.
 
José
José - 05 de Junho às 17:09
Essa IENH de evangélico não tem é nada. Descriminação não é coisa de Deus.