Manifestações contra reformas têm confronto em São Paulo e no Rio

O governo federal defende que as reformas da Previdência e trabalhista são necessárias para a implantação do ajuste fiscal das contas públicas

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postado em 30/06/2017 20:24

Paulo Pinto /AGPT/FotosPúblicas

 
Manifestantes fazem atos de protesto no Rio de Janeiro e em São Paulo contra as reformas propostas pelo governo federal. A mobilização faz parte da greve geral convocada hoje (30) pelas centrais sindicais e movimentos sociais. O governo federal defende que as reformas da Previdência e trabalhista são necessárias para a implantação do ajuste fiscal das contas públicas, a retomada do emprego e do crescimento da economia.

Rio de Janeiro

A concentração começou às 17h, na Igreja da Candelária, e às 18h40 os manifestantes tomaram a Avenida Rio Branco, e se dirigiram pela Avenida Presidente Vargas até a Central do Brasil. Entre os participantes, estão sindicalistas, estudantes, professores e  trabalhadores de outras categorias. "Estamos aqui protestando contra o sucateamento da Uerj [Universidade Estadual do Rio de Janeiro]. E também contra a reforma da Previdência. Se ela passar como está, em vez de me aposentar daqui a quatro anos, só me aposento em dez anos", disse a professora de história da universidade, Ana Santiago.

Já o ambientalista Sérgio Ricardo defende que o atual governo, de Michel Temer, quanto o anterior, de Dilma Rousseff, não priorizaram a criação de reservas naturais e a proteção aos povos indígenas e ribeirinhos. "Nós sofremos um retrocesso ambiental. E com a reforma da Previdência, quem mais vai sofrer são os pescadores e os pequenos agricultores, que não vão conseguir se aposentar ", argumenta Sérgio Ricardo.

Na manifestação, participantes mascarados ou portando mochilas estão sendo revistados por policiais militares. Foram colocadas chapas de compensado nas fachadas das agências bancárias ao longo da Rio Branco para evitar depredações. 

Pouco depois das 20h, quando a manifestação já havia chegado em frente à Central do Brasil, um grupo demnaifestantes iniciou uma briga com um homem que seria um policial infiltrado. Com a confusão, a Polícia Militar agiu e dispersou os manifestantes ao longo da Avenidade Presidente Vargas. Alguns manifestantes quebraram pontos de ônibus e jogaram bombas e pedras contra os policiais. 

São Paulo


Na capital paulista, os manifestantes fizeram ato na Avenida Paulista. A marcha saiu da Praça da República e deve seguir até a prefeitura. A Polícia Militar não estimou o número de participantes.

Pela manhã, ocorreram atos isolados com bloqueios de vias e de rodovias em vários pontos, sem afetar o trânsito da cidade. O transporte público, ônibus e metrô, funcionou normalmente, pois as categorias de trabalhadores do setor não aderiram à greve geral. 

No final da manhã, a Força Sindical, uma das centrais que convocou a paralisação, promoveu um ato, em frente à sede regional da Superintendência do Ministério do Trabalho. Já a Central Única dos Trabalhadores (CUT), outra organizadora da greve, fez uma mobilização em frente ao Museu de Arte Moderna (Masp), na Avenida Paulista. No ato, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, disse que a paralisação mostrou a força dos trabalhadores e chamou os militantes a acompanhar a tramitação da reforma trabalhista no Senado, que foi votada ontem (29) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
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