Separatistas fazem nova consulta para separar região Sul do resto do país

Diante da repercussão do plebiscito catalão, o movimento Sul é o Meu País vai promover no sábado (7/10) uma consulta popular

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postado em 05/10/2017 08:22 / atualizado em 05/10/2017 08:52

Sullivre.org/Divulgação
 
Diante da repercussão do plebiscito catalão (a votação pela independência da Catalunha em relação à Espanha venceu no dia 1º de outubro), o movimento Sul é o Meu País vai promover no sábado (7/10) uma consulta popular com a pergunta: "Você quer que Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul formem um país independente?".

Com mais de 30 mil voluntários e 3.043 urnas disponíveis, os organizadores sonham com a participação de mais de 1 milhão de votantes assinalando a opção "sim". "Se, assim como ocorreu na Espanha, o governo central quiser pelear, nós também vamos pelear pelo nosso direito", disse o coordenador do movimento, o jornalista Celso Deucher.

Apesar da disposição de pelear, nenhuma repressão ao plebiscito é esperada. De fato, o resultado favorável à separação não terá nenhuma consequência prática. "Trata-se de uma votação simbólica, mas que vai servir como coleta de assinaturas para pressionar o Congresso para, em 2018, aprovar um plebiscito oficial, que deve ser realizado com a eleição presidencial", afirmou Deucher.

Segundo os organizadores, a condição mínima para votar é que o eleitor seja maior de 16 anos e morador de um dos três Estados. Ainda segundo a organização, o custo do plebiscito ficou em torno de R$ 25 mil, dinheiro que teria sido arrecadado pelos próprios colaboradores do grupo.

Deucher nega que o movimento tenha como base o preconceito em relação às outras regiões do País, mas deixa escapar pensamentos como: "Estamos cansados de trabalhar aqui embaixo enquanto os de cima aproveitam do banquete".

Ainda não existe uma definição de como seria a República Sul Brasileira - esse é um nome fantasia usado por alguns membros do Sul é o Meu País. Existe ainda uma ideia rudimentar de batizar a própria moeda de "pila" - nome que, segundo Deucher, seria popular na região.

O grupo quer que o resultado do plebiscito crie uma pressão popular, mas não deseja conflito com o país chamado Brasil. "Nossas relações precisam ser de parceria e cooperação", disse Deucher, que descarta qualquer impedimento de brasileiros nativos de outros Estados adentrem ao território sulista no futuro. "Não pensamos nas coisas de passaporte, por exemplo."

Os separatistas ainda não encontram uma forma de equacionar a questão dos sulistas aposentados pelo "país vizinho". Será que o governo brasileiro seria o responsável por pagar essas aposentadorias? Não se sabe. Como proposta, Deucher diz que o novo país pode ter vereadores não remunerados e a possibilidade do advento de prefeitos contratados - que poderiam ser despedidos ao primeiro sinal de fraqueza. 

Para o cientista político Rodrigo Augusto Prando, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, esse tipo de movimento nasce "da nossa dificuldade de realizar uma reforma política e tributária". "A sensação de que alguns Estados são prejudicados pela União cria esse tipo de movimento, que mesmo inconstitucional, tende a crescer e se espalhar por várias regiões." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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Oscar
Oscar - 08 de Outubro às 06:33
-- E aí 'separautistas'? ... Já conseguiram criar um novo país?....Como vai se chamar? ... (Sugestão: juntem a primeira sílaba de cada um dos três Estados) ... Ripasan? ... Sanripa?... Pasanri?... E o idioma? Vai ser o Gausanpa? Ahe, desocupados do sul: vocês já pensaram em fazer algo de útil na vida, como, p. ex., trabalhar e estudar?
 
marcelo
marcelo - 05 de Outubro às 11:58
Isso não prosperará, nao ha grandes diferenças culturais nem religiosa aqui, ficará so no sonho gaúcho e depois eles brigariam pra decidir qual seria a capital Florianópolis ou porto alegre, nao se entenderiam
 
Oscar
Oscar - 08 de Outubro às 06:34
-- Na mosca, Marcelão.
 
CONSTANTINO
CONSTANTINO - 05 de Outubro às 10:39
o sr deucher deveria procurar o que fazer..... e ainda diz que não há preconceito com as outras regiões do país...... mas esse sr deucher é um " alegre". Já teve o seu minuto de fama....... vá tomar o seu chimarrão e aproveita para tomar juízo também
 
Oscar
Oscar - 08 de Outubro às 06:37
-- Exatamente isso aí, Constantino: falta do que fazer!
 
Miguel
Miguel - 05 de Outubro às 09:45
É um pensamento pequeno. Para quem venderão aquilo que produzem sendo que a infraestrutura fabril daquilo que dispõe no parque industrial é dimensionada, com o passar dos anos, para atender um pais que tem mais de 200 milhões de pessoas. Acreditar que o mercado interno, de apenas 29 milhões de pessoas retém o que produzem é uma ilusão. Acreditar que um pais do sul do Brasil, se desvencilharia do "custo Brasil" de imediato para se tornar competitivo no planeta é outra ilusão. Acreditar que um PIB de apenas 670 milhões para 29 milhões de pessoas é alguma coisa, é não conhecer nada de economia. Achar-se bom com isso é desconsiderar a força do PIB do Centro Oeste, com 550 milhões e apenas 15,6 milhões de pessoas ou desprezar a força do PIB do Nordeste, com 722 milhões para uma população de 56,5 milhões de pessoas. O problema do Brasil, em grande parte, é o brasileiro que aqui vive. Matar um leão por dia é fácil, o difícil é desviar dos asnos que aparecem no caminho. Só junto somo fortes.
 
Oscar
Oscar - 08 de Outubro às 06:57
-- Brilhantes e elucidativos os teus comentários, Miguel. Uma verdadeira aula para os cabecinhas sulistas sem noção. Vou me permitir copiar e compartilhar nas redes, dando, é claro, os devidos créditos a você.