Vigia que colocou fogo em crianças em creche foi entregar atestado médico

Homem estava de férias e chegou na creche com uma bolsa. Ao conseguir entrar na creche, ateou fogo no próprio corpo e abraçou crianças que lá estavam

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postado em 05/10/2017 14:59 / atualizado em 05/10/2017 15:23

Policia Militar/Divulgação

 
O vigia que provocou a tragédia em Janaúba, na Região Norte de Minas Gerais, trabalha na prefeitura da cidade desde 2008 e não tinha nenhum registro de ocorrência em seu currículo. A informação foi confirmada na tarde desta quinta-feira pelo prefeito da cidade, Carlos Isaildon Mendes (PSDB). Segundo o administrador municipal, Damião Soares dos Santos, de 50 anos, estava de férias e foi ao local para entregar um atestado médico. Porém, por causas ainda desconhecidas, cometeu o crime que terminou na morte de quatro pessoas, sendo todas crianças, e provocou ferimento em outras 22 pessoas. 
 
 
De acordo com Mendes, o vigia era um funcionário efetivo. “É uma situação muito complicada. Era um funcionário efetivo que estava de férias. Tinha acabado de retornar e foi até a Cemei Gente Inocente. Ele bateu no portão dizendo que iria entregar o atestado médico, pois alegava que não estava passando bem. Era um funcionário desde 2008 e nunca teve registro de ocorrência que a gente pudesse imaginar algo desta natureza”, lamentou o prefeito. 

De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Janaúba, Damião chegou à creche com uma mochila rosa nas costas. Ao tocar a campainha, funcionários teriam achado estranho a presença do vigia fora do horário de trabalho, mas ele teria dito que iria entregar um atestado médico à direção da unidade. 

Ainda segundo a assessoria, Damião levava na bolsa um líquido inflamável, possivelmente álcool ou gasolina, que usou para atear fogo no próprio corpo. Funcionários informaram ainda que ele abraçou crianças que também começaram a ter os corpos incendiados. A sala onde os alunos estavam tem grades na janela e teto de PVC, uma espécie de material plástico, também inflamável. 

Em virtude da gravidade do caso, foi montado um Sistema de Comando em Operações (SCO) no local, estrutura adotada para controlar os trabalhos de resposta a situações críticas. O coronel que comanda a 11ª Região de Polícia Militar acionou o comando-geral da PM pedindo apoio de aeronaves. Vítimas graves serão transferidas para hospitais da região e também para Belo Horizonte.

A Polícia Civil abriu inquérito para apurar o caso. Agentes realizam os exames de necropsia nos corpos das crianças mortas. Equipes das investigações já estão na casa do suspeito para levantar informações e elucidar as causas do crime. O helicóptero da corporação também está à disposição do transporte de feridos.
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