Quem é Rogério 157, traficante preso que mereceu até selfie com policiais?

Traficante decidiu deixar grupo criminoso do Nem da Rocinha e tomar controle do tráfico, desencadeando uma guerra na favela da Rocinha. Rogério 157 foi preso nesta manhã em uma operação que contou com várias forças de segurança

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postado em 06/12/2017 11:38 / atualizado em 06/12/2017 14:10

Polícia Civil/Divulgação


Rogério Avelino de Souza, o Rogério 157, é um dos pivôs de uma guerra na favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro, pelo domínio do tráfico. Preso na manhã desta quarta-feira (6/12) pelas forças de segurança na comunidade do Arará, ele não ofereceu qualquer resistência e até sorriu enquanto policiais o exibiam em dezenas de selfies que repercutem hoje nas redes sociais (veja a galeria de fotos). O semblante de tranquilidade, no entanto, é bem diferente da realidade do criminoso, um dos traficantes de drogas mais procurados da cidade.





O traficante entrou para o crime com a ajuda de Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, que está preso desde 2011. Ele era o segurança pessoal dele. Rogério 157 também integrou o grupo armado que invadiu o Hotel Intercontinental, em São Conrado, em agosto de 2010, depois de um confronto com a polícia. Há cerca de dois meses, no entanto, Rogério 157 decidiu tomar o comando da região e deixar a quadrilha de Nem.



Segundo a Polícia Militar do Rio, pichações em muros da comunidade confirmariam que ele havia mudado de facção criminosa. Inscrições com os dizeres "CV 157" indicariam que o traficante saiu da Amigos dos Amigos (ADA), que tradicionalmente controlava o comércio de drogas na Rocinha. O destino seria o Comando Vermelho (CV), facção mais antiga e com maior presença em comunidades do Rio.

Áudios dele, interceptados pela Polícia Civil, também evidenciaram o rompimento. "Mandou dar tiro na gente. Então não é mais nosso amigo. Não é mais nosso patrão. Papo é reto. Quem fala agora é o Paizão". O principal motivo teria sido a ordem de Rogério 157 para a criação de 'taxas de serviço' para moradores e comerciantes, ignorando inclusive a existência da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). A decisão causou a fúria de Nem, que deu ordens de dentro de um presídio federal fora do Rio, para que integrantes da ADA invadissem a favela, contando com o apoio de aliados de facções de outras comunidades, para expulsá-lo. Cerca de 60 bandidos participaram da ação, que levou terror e caos a região.

Guerra por poder

A disputa pelo controle do tráfico desencadeou, desde setembro, uma guerra na comunidade. Depois de várias tentativas de ocupar a comunidade, o governador Luiz Fernando Pezão pediu apoio ao presidente Michel Temer que enviou tropas das Forças Armadas. Elas ocuparam a comunidade no dia 22 de setembro. Recentemente, bandidos armados tentaram furar um bloqueio em frente ao Arsenal de Guerra do Exército, na zona portuária, e quatro deles acabaram mortos no confronto com os militares. A barricada com mais de 100 homens do Exército foi montada no local para evitar que traficantes tentassem invadir o paiol de armas e munições do Exército. Em outra ação mais recente, homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar mataram sete criminosos no Arará e apreenderam 14 fuzis.

Não se sabe ainda como a Polícia Militar descobriu o paradeiro do traficante. O disque-denúncia oferecia R$ 50 mil reais pela prisão dele. Rogério 157 está sendo levado para a Cidade da Polícia, no bairro do Jacaré, onde será apresentado pela Polícia Civil.
 
Com informações da Agência Brasil 

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