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Estado de Minas

Rebelião em presídio de Aparecida de Goiânia deixa mortos e feridos

Segundo informações Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária, detentos da ala C invadiram as alas A, B e D devido a uma rivalidade


postado em 01/01/2018 18:36 / atualizado em 01/01/2018 20:48

Há informações preliminares sobre fugas, mas o número é incerto(foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Há informações preliminares sobre fugas, mas o número é incerto (foto: Reprodução/TV Anhanguera)


Detentos do regime semiaberto do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, em Goiás, fizeram, neste domingo (1º/1), uma rebelião e atearam fogo em colchões da unidade. Ao menos nove presos morreram e outros 14 ficaram feridos, segundo informações da Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap). Alguns corpos foram carbonizados, e os feridos receberam atendimento médico e já retornaram para a unidade. 

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Informações da Seap apontam que detentos da ala C invadiram as alas A, B e D devido a uma rivalidade. O grupo de Operações Penitenciárias Especiais (Gope) conteve a situação por volta de 16h. Cinco equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atuar no combate ao fogo e socorrer feridos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) encaminhou três ambulâncias e duas motos à unidade prisional.

Mais cedo, a cavalaria e o Grupo de Rádio Patrulha Aérea (Graer) atuaram nas proximidades do presídio para dar apoio aos agentes penitenciários. De acordo com a Seap, 106 presos do grupo de bloqueados, que cumprem pena fechados, aproveitaram a confusão e fugiram. Desses, 29 foram recapturados pelas forças de segurança pública. Outros 127 saíram da unidade durante a confusão, mas retornaram quando foi reestabelecida a normalidade no local.

Amazonas


Em 1° de janeiro de 2016, o pior massacre do sistema carcerário do Amazonas chocou o país. Desencadeada pela guerra entre facções rivais e em protesto contra a superlotação, uma rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) resultou na morte de 56 detentos, além da fuga de 130.
 
A rebelião começou quando alguns detentos do pavilhão 3 renderam agentes e trocaram tiros com policiais militares em uma área da unidade prisional chamada de “seguro”. Lá ficavam os presos considerados vulneráveis e alguns membros de outra facção, o Primeiro Comando da Capital (PCC).
 
Após o massacre, 280 detentos foram transferidos para a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no centro de Manaus, que, uma semana após o massacre do Compaj, foi palco de nova rebelião, dessa vez com quatro detentos mortos. 

Passados alguns dias da chacina, o que se viu foi a peregrinação de familiares de presos em busca de informações, principalmente mães e esposas de detentos.

Em maio, a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa foi desativada. Os 162 internos que estavam no local foram levados para um novo presídio, o Centro de Detenção Provisória (CDP II). A medida fez parte de um acordo entre a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e órgãos de segurança, do Judiciário e o Ministério Público do Amazonas para encerrar definitivamente as atividades da cadeia, após 110 anos de funcionamento.

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