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Estado de Minas

Vacina de febre amarela é obrigatória para quem viaja para áreas de risco

A grande movimentação de turistas no país durante os festejos liga o alerta para a circulação do vírus. Ministro Ricardo Barros lembra a necessidade de vacinação para quem for viajar a áreas de risco ou fazer retiro em locais de mata


postado em 26/01/2018 09:00 / atualizado em 26/01/2018 10:01

Desfile de bloco em Belo Horizonte: o estado de Minas Gerais registrou 24 mortes pela doença entre julho de 2017 e janeiro deste ano(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Desfile de bloco em Belo Horizonte: o estado de Minas Gerais registrou 24 mortes pela doença entre julho de 2017 e janeiro deste ano (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)


Depois de um ano marcado pela crise econômica, com blocos de carnaval sem recursos para sair às ruas, a folia de 2018 promete ser a melhor das últimas temporadas, de acordo com estimativas do Ministério do Turismo. Segundo a pasta, a festa terá 10,69 milhões de viajantes brasileiros e 400 mil turistas estrangeiros, que deverão injetar R$ 11,14 bilhões na economia nacional. Essa grande movimentação turística, no entanto, preocupa por causa da circulação do vírus da febre amarela em áreas de risco.

O Brasil não exige comprovação vacinal ou profilaxia para a entrada no país, mas o Ministério da Saúde sugere que deve se imunizar contra a doença quem vive em áreas com recomendação de vacinação (ACRV), bem como quem vai viajar para esses lugares. “Isso vale também para estrangeiros que queiram visitar o país, mas é importante frisar que não se trata de obrigatoriedade, e sim recomendação”, informou a pasta em nota.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, lembrou que muitos brasileiros evitam a folia e preferem participar de retiros em regiões de mata durante o período de momo. “Essas pessoas têm de se vacinar com antecedência mínima de 10 dias”, reforçou. Já o viajante que mora em área sem recomendação e vai visitar local também sem alerta de risco não precisa se vacinar.

Os casos de febre amarela registrados no país são do ciclo silvestre, ou seja, transmitido pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ambiente de mata e beira de rio. A última ocorrência da doença em ciclo urbano no Brasil foi em 1942, e todos os casos confirmados desde então decorrem do tipo silvestre. Portanto, os cuidados devem ser redobrados para os viajantes que se deslocarem para zonas rurais, diferentemente dos turistas que se concentrarão nos grandes centros urbanos.

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A maior festa do país começa no dia 9 e vai até 13 de fevereiro. “Estamos vivendo a expectativa de ter o melhor carnaval da história para o setor turístico, e as previsões de números de viajantes e de movimentação financeira comprovam isso”, afirmou o ministro do Turismo, Marx Beltrão. “É resultado de um trabalho que vem sendo feito para preparar cada vez mais os destinos para receberem os visitantes de todo o Brasil e do mundo, com a melhoria de infraestrutura e qualificação dos serviços.”

Responsáveis por 65% de toda a movimentação financeira do período, cerca de R$ 7,4 bilhões, os destinos preferidos são Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Recife e Olinda. A expectativa é de que as vendas de pacotes de viagens aumentem 15% em relação ao mesmo período de 2017, segundo dados da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav). Além das cidades conhecidas pela agitação, Foz do Iguaçu (PR) e cruzeiros estão na lista dos mais buscados.

Preparação


Considerado o maior bloco carnavalesco do mundo pelo Guiness Book, o Galo da Madrugada está comemorando 40 anos de desfiles. A agremiação terá como tema o folclore e a cultura pernambucana. O bloco sairá às ruas em 10 de fevereiro, com 30 trios elétricos e seis alegorias.

“Estamos redobrando a atenção com segurança e escolhendo artistas que representem o que foram esses 40 anos, a evolução dos compositores, que contribuíram muito. A ideia é fazer um resgate da nossa história”, explica Rodrigo Menezes, vice-presidente do Galo da Madrugada. Serão 80 fantasias diferentes, e a ideia é fazer uma viagem no tempo. 

No Rio de Janeiro, o mais antigo bloco de rua, o Cordão da Bola Preta, está completando 100 anos de existência. Em comemoração, foi lançada uma camisa com arte do cartunista Ziraldo: um desenho com 100 bolinhas pretas. No desfile, a história do centenário será relembrada, trazendo fantasias que marcaram época. Além disso, o ano inteiro será marcado por eventos comemorativos.


"Isso vale (vacinação) também para estrangeiros que queiram visitar o país, mas é importante frisar que não se trata de obrigatoriedade, e sim recomendação”
Trecho da nota do Ministério da Saúde

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