Pacotão termina o segundo dia de carnaval em clima pacífico

Durante as 5h de festa, não houve registro de confusão pela Polícia Militar em um dos blocos de rua mais tradicionais de Brasília

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Breno Fortes/CB/D.A Press
O Pacotão reuniu 7 mil pessoas na 303 Norte segundo a Polícia Militar, menos da metade dos 15 mil esperados. Mesmo assim, a folia seguiu em ritmo de marchinhas de carnaval, sem deixar de lado o protesto. "Estou com saudades do Agnulo/Rolembeck só é bagulho", começava um dos hits do grupo feitos para essa edição, de autoria do fundador do bloco, Wilsinho Red. Em meio à multidão, crianças brincavam e adultos utilizavam fantasias para protestar. Programado para sair às 15h, o bloco partiu com atraso, às 16h30. Mas, desde às 13h, não faltou música para animar os foliões. Primeiro, a Orquestra Percussiva Batukenjé e, depois, o grupo de percussão Àsé Dúdú, ditaram o ritmo da multidão. Por fim, quando a banda do Pacotão começou a tocar, dando o sinal da partida para o carro de som, até quem se escondia do sol embaixo nas comerciais rumou para a rua, para seguir o trio. O bloco seguiu animado para a W3 Norte com destino à 504 Sul, mas a demora de 2h para percorrer o trecho de 1km que liga a avenida à Asa Sul pelo viaduto esfriou uma parte da multidão, que saiu à frente do carro e se dispersou. Os foliões que seguiam em volta ou atrás do trio dançavam bastante animados até ao destino final. Até os moradores de rua que ocuparam o Torre Palace Hotel, embargado pela Justiça, desceram do edifício para aproveitar a música. Segundo a Polícia Militar, não houve registro de ocorrências. Já o Corpo de Bombeiros atendeu sete pessoas. O caso mais grave ocorreu por volta das 19h30, quando uma mulher desmaiou por conta do alcoolismo, segundo a corporação. Ela foi encaminhada para o Hospital do Guará. Por volta das 21h30, organizadores se despediram da festa agradecendo por mais um ano sem brigas. %u201CTrinta e oito anos sem brigas%u201D, comemorou Cicinho Filisteu, um dos organizadores.
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