Cidades

PM acusado de matar mulher se apresenta à polícia

postado em 04/08/2009 19:18

[SAIBAMAIS]O policial militar Iege Rodrigues Lima, 39 anos, acusado de matar a mulher e atirar contra o enteado na madrugada de segunda-feira (3/8) se apresentou no início da noite desta terça ao 2; Batalhão de Polícia Militar, em Taguatinga Norte.

Segundo informações do coronel Esmeraldo de Oliveira, comandante do batalhão, Iege se apresentou com o advogado e foi encaminhado ao Hospital Regional de Taguatinga por causa de uma lesão que fez com que ele perdesse sangue.

Do hospital o policial será encaminhado à 38; Delegacia de Polícia e depois ao presídio militar da Papuda. Iege, que é 1; tenente da 2; Companhia de PM Independente do Congresso, teve a prisão temporária decretada na noite de segunda pelo Tribunal do Júri de Taguatinga.

Entenda o caso

O crime ocorreu por volta das 3h45 desta segunda, na rua 4-c, chácara 11, lote 10-B, em Vicente Pires. De acordo com o delegado titular da 38; DP, Gerardo Carneiro, na manhã do domingo, Iege e a mulher Deijaci tiveram uma discussão motivada por uma suposta traição do marido com uma cunhada. O caso teria ocorrido em outubro do ano passado. Após a briga, Deijaci e o filho de 16 anos, enteado do PM, saíram de carro para a residência de parentes em Samambaia.

Por volta das 22h, Iege teria ligado para a mulher e pedido que ela retornasse para casa. Em frente à chácara, Deijaci estacionou o carro, mas antes de sair do veículo, o marido teria se aproximado e atirado contra ela.

De acordo com o relato do adolescente, o PM teria falado para Deijaci: "É assim, Vinha?" (como a chamava) e atirado três vezes no tórax da mulher. Uma análise do delegado versa que Iege premeditou o assassinato e já estava dentro do carro esperando as vítimas. Deijaci ainda foi socorrida ao Hospital Regional de Taguatinga, mas não resistiu aos ferimentos.

O policial já tem passagens anteriores pela polícia por lesão corporal mútua, injúria, perturbação da tranquilidade e resistência à prisão. Segundo o delegado, na Corregedoria da Polícia Militar, ele também responde a dois inquéritos por injúria e um por abuso de autoridade.

Desta vez, ele será autuado por homicídio e tentativa de homicídio. Somadas as penas, se condenado, o PM pode ficar preso por um período de 12 a 30 anos.

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