Após cerca de oito horas, chegou ao fim às 13h30 desta segunda-feira (24/8) o sequestro de mãe e filha no Guará II. Joeci da Silva Brito, de cerca de 30 anos, e a criança de 5 anos eram mantidas reféns pelo ex-policial civil Edilson Menezes da Cruz, 40 anos, namorado de Joeci. Ele levou um tiro no braço direito e foi socorrido no Hospital de Base do Distrito Federal.
[SAIBAMAIS]Segundo o diretor da Polícia Civil, Cléber Monteiro, mãe e filha passam bem. Ele classificou a ação como um sucesso, já que as reféns não tiveram nenhum ferimento. O boletim médico divulgado pelo HBDF informou que o ex-policial não corre risco. Por causa da lesão com fratura exposta ele passará por uma cirurgia. No hospital, policiais da Divisão de Operações Especiais (DOE) da Polícia Civil fazem a segurança.
De acordo com Monteiro, um atirador de elite disparou contra o sequestrador ao perceber que ele estava em vias de cumprir as ameaças que fazia contra a vida da companheira. Foram ouvidos sete tiros. Cerca de 30 policiais participaram da ação. Edilson e Joeci viviam juntos havia cinco meses na casa dele, no conjunto K da QE 15, Guará II.
O sequestro é atribuído a um surto de loucura do ex-policial. Tudo começou, segundo testemunhas, na tarde de ontem, quando Edilson deu vários tiros para cima na rua onde mora. Ele teria ameaçado um vizinho. Por volta das 5h, Edilson saiu de casa e fez seis disparos. A namorada mandou que ele voltasse para casa e, a partir desse momento, foi mantida refém junto com a filha.
No início da manhã, a polícia interditou a rua comercial. Às 12h50, os agentes ampliaram o cordão de isolamento.
Ambulância
Por volta das 13h30, as pessoas que aguardavam próximo à casa ouviram sete tiros. Logo em seguida, uma ambulância do Corpo de Bombeiros deixou o local em disparada. Ela levava o sequestrador, baleado no braço, ao HBDF.
Kléber Monteiro esclareceu que Edilson foi expulso da Polícia Civil em 2001, após ter sido condenado pelo crime de estupro e atentado violento ao pudor. Anteriormente, o delegado titular da 4; DP, Jefferson Gimenez, responsável pela área, informara que o ex-policial fazia tratamento mental.
Com informações de Ary Filgueira