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Falta de lugar nas arquibancadas causa tumulto no 7 de setembro

Publicação: 07/09/2009 09:46 Atualização: 07/09/2009 12:49

Sílvia Pacheco
Karla Mendes
Cecília de Castro

Quem deixou para chegar duas horas antes do desfile de 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios, ficou sem lugar para assistir ao evento. Muita gente não conseguiu um espaço nas arquibancadas. A professora Lurdiana Araújo, 36 anos, a irmã e a filha de 9 anos chegaram no local às 7h, mas não tiveram sucesso. O desfile marcado para às 9h, teve início às 9h04.



Lurdina saiu de casa, na Asa Sul, antes das 7h. Ao chegar na Esplanada, ela percorreu no sentido Rodoviária do Plano Piloto/ Congresso Nacional de arquibancada a arquibancada e não conseguiu um lugar. "Eles (o governo) fazem muita propaganda, mas não dão estrutura suficiente. O pessoal usa dinheiro público e não oferece estrutura", disse chateada Araújo.

A Presidência da República estimava receber 50 mil pessoas na festa. Mas, de acordo com a organização as arquibancadas só acomodam 20 mil. Às 6h30, filas já se formavam para entrar nas arquibancadas.

Diferentemente do ano passado, o público também foi impedido de ficar no gramado entre uma arquibancada e outra. Com isso, o único espaço que restou foi o verde atrás das arquibancadas. O problema, segundo populares, é que não se enxerga nada devido as cercas de alambrados e tapumes instalados pela organização. A determinação deixou as pessoas que foram até o desfile insatisfeitos. Em coro, eles protestaram "Libera, libera, libera".

Algumas 15 pessoas conseguiram furar o isolamento e se acomodarem nas arquibancadas. A Polícia Militar foi acionada para manter a ordem. Não houve violência.

Alternativa
Com a falta de lugares para assistir ao 7 de setembro, Sidney Barbosa, 29 anos, não hesitou em subir em cima de uma árvore. O morador do Guará conta que nem arriscou em procurar uma vaga na arquibancada e foi logo se acomodando próximo à Rodoviária do Plano Piloto. “É a primeira vez que venho e estou gostando muito. Como trabalho como balconista sempre trabalho no feriado, desta vez consegui uma folga”, disse Barbosa.
 

 

Esta matéria tem: (9) comentários

Autor: maria sabino
Foi uma tremenda falta de respeito aos brasiliense que saíram de suas casas para ver o desfile. O exesso de locais proibidos para as pessoas transitarem. Os militares tratavam as pessoas como inimigo. Idoso, criança, cadeirantes, niguém era respeitado. O desfile foi ótimo para as autoridades. Somente | Denuncie |

Autor: Walkiria Oliveira
Como dizeram por ai do que adianta fazer muita propaganda chamando o povo pra festejar o dia 7 de setembro se nem tiveram condição pra receber a todos com respeito se soubessem que seria esse tumulto deveriam abrir só pros politicos e pros policias mesmo!Ainda bem que fiquei em casa! | Denuncie |

Autor: Luiz Marinho
E assim caminha a humanidade... Seja seletivo tambem na hora de votar. | Denuncie |

Autor: cristiane simas
Ainda fiquei na dúvida se deveria me deslocar da minha casa para ver o desfile tão anunciado pela imprensa, quando vi as reportagens , dei graças a Deus de não ter saído de casa pra ficar indignada com o desrespeito com a população de Brasília!!!!!! | Denuncie |

Autor: Diego Aguiar
Essa história ainda?? Nomes em inglês estão saindo de moda de novo, e espero que continue assim. Vamos falar de independência? Temos o primeiro console de videogame criado no hemisfério Sul, o Zeebo da Tectoy. Vai ser lançado nacionalmente até em outubro, pro dia das crianças. | Denuncie |

Autor: Evandro Costa
Vi um grupo só de mulheres batendo tambores neste desfile,que me parece não aceitar homens no grupo,se isso fosse o inverso,veríamos feministas(inclusive repórteres femininas)fazendo o maior fusuê no jornal falando em igualdade com os homens,que também deveria ter mulheres,dizia que homens machistas | Denuncie |

Autor: raimundo mendes
Faltou pão e o vinho vinagrou | Denuncie |

Autor: Laécio Laécio Alencar
Quê independência é essa? Delivery, garage sale, news, off, point, e tantas outras palavras da língua inglesa a invadir nosso idioma. Vai a França e falar em inglês. Eles simplesmente viram as costas. Tem identidade. E são vizinhos da Ingalterra. Ainda somos colônia. Adoramos escravidão. | Denuncie |

Autor: Hildo Evaristo
Ei, afinal a festa é do povo para o povo com o povo ou não? | Denuncie |

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