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Chuvas persistem há mais de 10 dias, em pleno período de seca no DF

postado em 08/09/2009 16:03
Fim de agosto, começo de setembro, costuma ser sinônimo de tempo seco no Distrito Federal. Ou melhor, costumava. Desde o dia 22 do mês passado, Brasília vive, quem diria, um período chuvoso. A preciptação desta segunda-feira (7/9) em algumas cidades do DF teve direito a temporais em áreas isoladas, ventania e queda de granizo, o que é mais raro ainda nesta época do ano.

[SAIBAMAIS]De quem é a culpa desse clima atípico para o inverno no planalto central? Do fenômeno El Niño? Ou do La Niña? Na verdade, dos dois. É o que explica o meteorologista-chefe do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Luiz Cavalcanti. Segundo ele, o Oceano Pacífico passa atualmente por uma mudança temperatura, devido a transição do El Niño para o La Niña. Ou seja, sai de um período de resfriamento das águas para um de aquecimento. "Essa mudança altera a circulação de ventos na atmosfera", explica Cavalcanti.

Segundo o Inmet, as chuvas no DF devem durar até a próxima quinta-feira. Até lá, o ar seco costumeiro do inverno dá lugar a um bom índice de umidade relativa do ar, entre 95% a 45%. O tempo continua de nublado a encoberto, com pancadas de chuvas e trovoadas isoladas. A temperatura máxima não deve ultrapassar os 28;. Mas enquanto uns comemoram o clima ameno, outros contabilizam os prejuízos.

Estragos
Pancadas de chuvas, provocadas por áreas de instabilidades, causam transtornos neste feriado de 7 de Setembro. As regiões mais atingidas foram Ceilândia, Sobradinho II, Fercal e Grande Colorado, onde a força das águas e dos ventos alagou casas, arrancou telhados e derrubou muros e Chuva derruba muro de casa próxima à DF-150postes de energia. Em Samambaia e Recanto das Emas, os ventos chegaram a 43km/h, de acordo com o Inmet.

No Condomínio Jardim América II, o bombeiro militar Telmo Cavalcante, 39 anos, precisou acionar a Defesa Civil na manhã desta terça-feira (8/9). A residência é vizinha às obras de duplicação da DF-150, paralisadas há cerca de um mês. Como a construção foi paralisada antes de concluir a parte de captação da água pluvial, com a forte chuva de ontem, a terra depositada no local para elevar o nível da futura pavimentação asfáltica foi arremessada nos fundos da casa de Telmo e derrubou o muro.

Agentes do Departamento de Estradas e Rodagens (DER-DF), estiveram no local do incidente. Eles garantiram que vão reconstruir o muro até o fim da semana. O DER tem autorização, desde a semana passada, para trabalhar nos pontos mais críticos da duplicação da DF-150, enquanto aguarda uma licença ambiental para concluir a obra. Técnicos informaram que vão tentar recuperar o sistema de canalização, para que, nas próximas chuvas, a água possa escoar sem atingir residências. (Com informações de Elisa Tecles)

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