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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA » MP vai à justiça contra a Lei do Lixo, que beneficia filho de Prudente

Ana Maria Campos

Publicação: 16/12/2009 08:21 Atualização: 16/12/2009 08:25

A validade da lei que prioriza a contratação de empresas sediadas e com tecnologia do Distrito Federal para coleta, transporte e processamento de lixo hospitalar será julgada pelos desembargadores do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT). A legislação que beneficia interesses empresariais do presidente licenciado da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente (DEM), é questionada em ação direta de inconstitucionalidade proposta nesta semana pelo procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bandarra, sob o argumento de que o dispositivo fere os princípios da legalidade, moralidade, impessoalidade, razoabilidade e interesse público.

Bandarra (D) entrou ontem com a Adin contra a lei que beneficia interesses empresariais de Prudente (E) (Carlos Moura/CB/D.A Press - 25/3/09)
Bandarra (D) entrou ontem com a Adin contra a lei que beneficia interesses empresariais de Prudente (E)
Na ação, Bandarra aponta descumprimento à Lei Orgânica do DF no artigo 9 da Lei nº 4.352, de 2009, de autoria do presidente em exercício da Câmara Legislativa, Cabo Patrício (PT). O texto, aprovado em junho e sancionado pelo governador José Roberto Arruda (sem partido), estabelece que os resíduos produzidos por hospitais, clínicas médicas e odontológicas só poderão ser transportados para outras unidades da Federação para processamento quando não houver empresa sediada no Distrito Federal com capacidade para executar esse serviço. Na capital do país, a única usina de incineração de lixo especial, em Ceilândia, é operada pela empresa Sequip Serviços, Construções e Equipamentos Ltda., representada no DF por Rafael Cavalcanti Prudente, filho de Leonardo Prudente.

A Serquip já mantém contrato emergencial com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) para tratamento do lixo hospitalar produzido no DF. Legislação federal, no entanto, estabelece que esse tipo de resíduo deverá ser coletado, transportado e processado por quem o produz. Dessa forma, o setor privado se prepara para começar a se adequar à norma. O mercado dos resíduos dos hospitais públicos é considerado promissor e disputado por empresas do ramo. No próximo ano, o SLU deverá promover uma licitação para transferir o negócio. A lei questionada pelo MP favorece a Serquip na disputa com outras duas empresas do setor que atuam em municípios próximos ao Distrito Federal. De acordo com o Ministério Público, a ação tem como finalidade assegurar a livre concorrência no mercado e, com isso, garantir um preço mais vantajoso nos contratos celebrados com o governo.

Conselho Nacional
A ação foi protocolada num momento em que a promotora de Justiça Deborah Guerner se tornou alvo de uma reclamação disciplinar instaurada ontem pelo corregedor nacional do Ministério Público, Sandro José Neis, para apurar denúncia feita pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa à Polícia Federal (PF) relacionada aos contratos de coleta de lixo no DF.

A investigação no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) leva em conta acusação de Durval de que Deborah Guerner estaria sendo atendida pelo governador José Roberto Arruda em interesses no setor. Ainda segundo o depoimento, Bandarra também teria interesse, mas ele não é alvo do procedimento disciplinar no CNMP porque o corregedor nacional sustenta que não há até o momento fato concreto que justifique uma investigação sobre a citação do procurador-geral de Justiça do DF. Bandarra sustenta que as acusações de Durval decorrem de uma represália à sua atuação como chefe do Ministério Público local.

No depoimento à Polícia Federal, Durval disse que Bandarra e Deborah Guerner beneficiaram o empresário Roberto Cortopassi, dono da empresa WRJ Engenharia. Os interesses da empresa foram discutidos ainda no governo de transição, em 2006, quando a então governadora, Maria de Lourdes Abadia (PSDB), se dispôs a celebrar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para quebrar o monopólio da Qualix na prestação de serviços na coleta de lixo no DF. O Ministério Público do DF sempre defendeu que o mercado milionário concentrado nas mãos de uma única empresa deveria ser dividido entre várias interessadas, como forma de beneficiar a livre concorrência.

O próprio governo apresentou uma proposta de TAC em que a WRJ Engenharia ficaria encarregada de construir e operar o aterro sanitário e a usina de incineração de lixo especial. Deborah Guerner participou das reuniões e defendia o acordo com o Executivo. O TAC, no entanto, acabou recusado pelo Ministério Público em documento assinado pelos seis promotores de Justiça que atuam na área de Defesa do Patrimônio Público. A contratação da WRJ foi contestada pelos promotores que a consideraram inapropriada, uma vez que a empresa sequer tinha especialização no setor. Além disso, eles avaliaram que tais serviços não poderiam ser desempenhados em contrato emergencial, chancelado pelo próprio MP. “Nunca, em tempo algum, houve qualquer ingerência ou sequer insinuação do procurador-geral para favorecer qualquer empresa”, afirmou ao Correio o promotor-chefe de Brasília, Ivaldo Lemos Júnior, responsável pelo acompanhamento dos contratos do setor de lixo.

Esta matéria tem: (12) comentários

Autor: VASCO VASCONCELOS
JOGA FORA DO LIXO | Denuncie |

Autor: mauro silva
Alguem pode me explicar porque o MPDFT, diferentemente de outros MPs Estaduais é tão imparcial, não entendo isto... todo mundo sabe dos desmandos no DF, más, não vejo o MPDFT atuando, é algo que ninguem consegue explicar, é somente uma pergunta. | Denuncie |

Autor: claudio costa
achou ma falta de respeito da forma que aqueles estudante se manisfesta nao repeita niguem sao uns vandalos quando a pm age MP fala em punir entao MP tem q comprar rosas para distribuir junto com AOB ou mandar a OAB tirar quando eles invadirem pista | Denuncie |

Autor: Waldomiro Santos
O lixo feito pelos lixos é investigado pelos lixos. | Denuncie |

Autor: Gilberto Souza
Pelo visto, Brasília está precisando de muitas outras empresas de coleta de lixo, pois apenas com as que existem será impossível limpar a sujeira que se encontra pelo mais diversos gabinetes, órgãos públicos e poderes | Denuncie |

Autor: JORGE FERRAZ
Na verdade na verdade vos digo não ficara pedra sobre pedra neste templo de orgia e babacanal com o dinheiro público,haverá uma reação, e esses libedinosos malditos que destrói o que é sagrado o dinheiro do povo serão condenados no inferno e queimarão até a morte eterna... amem! | Denuncie |

Autor: Cam Mota
Fala sério, sr. Procurador Geral de Justiça do DF. Seu nome foi sitado em várias ligações. Agora, além de passar uma falsa imagem, tenta minimizar a crise ameaçando seus próprios pares?! Que vergonha! Não tem como esconder, DOCTOR. Vejam no DFTV 1ª edição a matéria... impressiona as pessoas envolvid | Denuncie |

Autor: JOSE JESUS
Pessoal: lixo é lixo; tla pai tal filho, ambos deveríam estar no lixo.... | Denuncie |

Autor: Leonardo Oliveira
olha o cabo patricio mostando as asinhas de fora...outro mala que favoreceu a familia do Prudente. Por isso que ele fica caldo agora que foi pra boca do sapo. | Denuncie |

Autor: JOSE JESUS
Isso, talvez, seja um acordo entre o Leonardo e o Patricio? logo, se assim o for, o Cabo Patrício não tem moral para dirigir a CLDF, ou seja, deve, esse se licenciar ou renunciar para que os tramites dos processo de cassação siga seu rumo. Mas pelo andar da carruagem, acho que não vai escapar ninguem | Denuncie |

Autor: José Silva
O lixo hospitalar do Distrito Federal sempre foi coletado e finalizado de forma criminosa. A legislação sobre esse tipo de lixo é falha e estar ultrapassada só serve mesmo, para beneficiar empresas que desconhecem as melhores práticas desse mercado. | Denuncie |

Autor: Ernani oliveira
TEM QUE IR E RÁPIDO!!!! | Denuncie |

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