Cidades

DF tem janeiro com menor desemprego desde 1997

postado em 24/02/2010 12:16
A taxa de desemprego registrada no Distrito Federal em janeiro de 2010, de 14,7%, foi a menor para o mês desde 1997. Entretanto, o índice cresceu com relação a dezembro de 2009, quando estava em 14,5%, com supressão de 4 mil postos de trabalho no período. Construção civil (menos mil empregos), serviços (também menos mil) e a categoria Outros (menos 3 mil trabalhadores) puxaram a retração. [SAIBAMAIS]As informações são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômicos (Dieese) que divulgou em Brasília nesta quarta-feira (24/02), em conjunto com a Secretaria de Trabalho do DF, mais uma edição da Pesquisa Emprego e Desemprego (PED), levantamento trimestral feito no Distrito Federal e em mais cinco regiões metropolitanas. Segundo avaliação do Dieese, o recuo nos postos de trabalho em janeiro com relação a dezembro é comum, e tem relação com o desaquecimento econômico normal no período após a movimentação financeira causada pelas festas de final de ano, férias e carnaval. O economista Tiago Oliveira, do Dieese, diz que o aumento na taxa de desemprego foi pequeno e que ela pode ser considerada mesmo como tendo mantido certa estabilidade no período. Além disso, ele ressalta que setores como comércio (criação de 6 mil empregos entre dezembro e janeiro), indústria (mil postos a mais) e administração pública (mil novos empregos) sustentaram uma expansão média de 0,6% nos postos assalariados no setor privado e 0,4% no setor público. A quantidade de autônomos cresceu 1,1% entre janeiro deste ano e dezembro do passado, com 2 mil trabalhadores independentes extras. Além disso, houve aumento de 7,5% no número de pessoas que trabalham por conta própria de janeiro de 2009 ao mesmo período deste ano, com 13 mil pessoas a mais no mercado. O Dieese diz que a maioria desse grupo é composto por prestadores de pequenos serviços como eletricistas, pintores e pedreiros. Entretanto, ressaltou como positivo o recuo no número de trabalhadores contratados sem carteira assinada, que recuou 3,8% entre janeiro de 2009 e janeiro deste ano e ficou estável entre o mês passado e dezembro.

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