Cidades

Apesar do governo garantir pagamento, servidores do Caje continuam em greve

A categoria disse que só voltará a trabalhar quando o salário for depositado nas contas

postado em 15/06/2010 10:41

Os servidores sócio-educativos do Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje) continuam em greve. Apenas os setores de alimentação, segurança e saúde funcionam com 20% do efetivo. De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores de Assistência Social e Cultural do Governo do DF (Sindsasc), Cássio Alves de Moura, a paralisação está mantida enquanto o pagamento prometido pelo governo não entrar na conta dos servidores. A categoria reivindica o pagamento de uma diferença salarial no último trimestre de 2009.

Entretanto, a assessoria de imprensa da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejus) garantiu que, nesta manhã de terça-feira (15/06), o presidente do Sindsasc e o coordenador do sistema sócio-educativo acompanharam as trocas de turnos e estavam normalizadas. O órgão também disse que não foi informado da greve com 48 horas de antecedência e por isso, não considera como uma paralisação, mas apenas como uma mobilização dos servidores.

Para Cássio de Moura, a nomenclatura utilizada pela Sejus não importa. "O importante é a participação de 80% da categoria na paralisação. Além disso, nós fizemos os contatos para informar da greve", explica.

Pagamento
A diferença salarial deste ano já foi paga, contudo, de outubro a dezembro a parcela não entrou. De acordo com Cássio, o governo informou que o pagamento seria feito na última quinta-feira (10/06), o que não aconteceu.

A Secretaria afirmou que ontem (14/06), durante negociação, o governo autorizou o pagamento da diferença salarial, que deve acontecer entre hoje e amanhã (16/06). Mas o presidente da Sindsasc disse que os servidores só voltam a trabalhar quando o salário estiver depositado nas contas. "Estamos dependendo da boa vontade do governo. Queremos garantir que dos 2.600 servidores, os 700 que não receberam o pagamento, possam receber", diz.

Internos

Apesar da redução das atividades por causa da greve, o presidente do Sindicato garantiu que os internos ainda estão tranquilos. "Como hoje é um dia diferente, eles poderão assistir a transmissão do jogo do Brasil. Por isso, estão bastante calmos. Mas se a paralisação continuar amanhã, a situação pode mudar", explica.

Os internos poderão assistir ao jogo, entretanto, se houver alguma confusão, eles perdem o direito.

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