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| A bancária Catherine d`Arc foi a autora de um dos dois abaixo-assinados após o atropelamento de professor na L3 Norte: mais de 300 assinaturas |
Uma fatalidade levou os moradores da Colina, na Universidade de Brasília (UnB), a se mobilizarem por melhorias para a região. Depois da morte do professor de desenho Marco Antônio Gomes de Araújo, atropelado na noite do último sábado, a comunidade decidiu fazer um abaixo-assinado. O documento reivindica a colocação de uma barreira eletrônica na L3 Norte, onde ocorreu o acidente. A vizinhança alega que o trecho da via não tem redutores de velocidade e reclama da falta de iluminação na faixa de pedestre em frente à 609 Norte.
A revolta com a tragédia foi tanta que os estudantes também entraram na briga. Os alunos do Instituto de Artes (IdA), ao lado da direção, fizeram um abaixo-assinado com o mesmo objetivo. “A L3 é uma rota alternativa para quem vai para locais como o Lago Norte e Sobradinho. Muita gente passa por ali. É preciso que todos, professores e alunos, se mobilizem”, apela a universitária Daiara Figueroa, 28 anos, organizadora do movimento.
Somados, os dois documentos reuniam, até ontem, mais de 300 assinaturas. As folhas serão anexadas e enviados ao Departamento de Trânsito (Detran) na próxima semana. A bancária Catherine d’Arc, 38 anos, deu o primeiro passo na tentativa de colocar um fim no descaso da pista. Foi ela quem fez o documento. O prédio em que Catherine mora fica em frente ao ponto da L3 Norte onde Marco Antônio morreu. “Mais de seis atropelamentos ocorreram aqui. O perigo é grande. Estou cansada de ver esse tipo de coisa. Qualquer pessoa está sujeita”, explica.
EscuridãoO funcionário do Hospital Universitário de Brasília (HUB) Célio Zidório, 40 anos, conta que os carros passam em alta velocidade pela fim da L3 Norte. “O pessoal aproveita que não tem pardal e acelera mesmo. Como à noite a pista é bem escura, inclusive na faixa de pedestre, é quase impossível ver alguém que esteja atravessando”, conta Célio.
A Companhia Energética de Brasília (CEB) afirmou, em nota, que não tem projetos de melhorias para o setor programados para este ano. O Detran garante que vai fazer uma reavaliação do local, mas ainda não tem data prevista de quando os técnicos analisarão a falta de iluminação da faixa de pedestre na altura da 609 Norte e a possibilidade de instalação de um radar eletrônico na região. O prefeito do câmpus, Paulo César Marques, afirma que levará a demanda adiante, na reunião periódica que faz com o Detran e outros órgãos. “O problema de iluminação é real e afeta a comunidade da UnB”, justifica.
FatalidadeNo último sábado, por volta de 22h, Marco Antônio voltava para o apartamento onde morava, na Colina. Quando atravessava a pista, fora da faixa de pedestres, foi atingido por um carro. Segundo testemunhas, o motorista desceu do veículo e prestou socorro. A 2ª DP (Asa Norte) investiga o caso. Segundo o delegado-adjunto Rogério Dantas, o laudo que vai mostrar a causa do acidente não ficou pronto.
O professor tinha 51 anos e estava há pouco mais de três meses em Brasília. Deixou São Luiz Gonzaga (RS) para assumir uma vaga no IdA. Os familiares continuaram na terra natal. O filho dele, Mariano de Araújo, 24 anos, espera os resultados da investigação. “Pelos relatos, o motorista não estava embriagado, nem em alta velocidade. Acredito em uma fatalidade”, lamentou Mariano, por telefone.
Era o primeiro semestre de Marco Antônio na UnB. A história dele emocionou a universidade. A professora Therese Hofmann, do Departamento de Artes Visuais, lembra do colega como um homem calmo e tímido. “Ele fazia o trabalho com muito empenho”, descreve. A missa de 7ª dia da morte do professor será hoje, na Igreja do Verbo Divino, na 609 Norte.
Segunda via sem vistoria» Os motoristas do Distrito Federal não precisarão mais encaminhar os carros à vistoria para receber a segunda via do Certificado de Registro de Veículo (CRV), conhecido como DUT. Para obtê-lo, o interessado poderá, a partir de hoje, se dirigir a uma unidade do Departamento de Trânsito (Detran) com o restante da documentação do veículo e pagar um boleto de R$ 80. A norma interna do órgão que permitiu a mudança também libera a vistoria na hora em que o condutor quitar o automóvel e decidir colocá-lo em seu nome. A dispensa, no entanto, só vale quando a transferência ocorre da financiadora para o arrendatário. Quem quiser passar a propriedade do veículo para terceiros ainda precisa realizar a inspeção.
Esta matéria tem: (11) comentários
Autor: Andrea Souza
Eu sou a favor de um pardal a cada 100 metros, pras pessoas parararem de dirigir olhando pro poste, e começarem a dirigir olhando pra pista. | Denuncie |
Autor: Andrea Souza
O codigo de transito brasileiro privilegia a vida. O pedestre tem a preferência em qualquer lugar da via, e não só na faixa de pedestre, ele não é obrigado a passar por lá, ele pode passar em qualquer lugar. | Denuncie |
Autor: marcos sousa
Em 1º lugar, meus sentimentos à família da vítima. Aroveitando o assunto, seria bom o Detran reduzir a velocidade na L4, no Km 09, entrada da Vila Planalto. É um trecho onde inúmeros pedestres atravessam e o pardal existente é de 70 Km/h. Poderiam, pelo menos, colocar um semáforo de pedestre. | Denuncie |
Autor: Bruno Nobrega
Para Diaan Grosner. Ninguém aqui está contestando o direito de o pedestre atravessar a rua, mas sim que ele foi imprudente, pois o motorista poderia ter capotado o carro ao desviar de um pedestre imprudente. Já atravessei a L3 várias vezes à noite, depois da aula, e nunca tive o menor problema. | Denuncie |
Autor: jorge lima
O NEGÓCIO É LEVANTAR UMA MÃO, DANDO SINAL DE VIDA E NA OUTRA UM BAITA TIJOLO. NÃO PAROU! ENCAÇAPA O TIJOLAÇO NO VIDRO DIANTEIRO E SAIA CORRENDO SENÃO VC MORRE COM UM TIRO...... | Denuncie |
Autor: Loraine Tib
Como tem gente que morre abraçado com um carro! Amam carros e odeiam a vida alheia! Ainda julgam uma pessoa que faleceu!! Que estupidez!! | Denuncie |
Autor: Diaan Grosner
Sr. Fabio, a velocidade máxima da L3 é de 60km/h. Acho q vc fez confusão com a L4. De qq forma, existem faixas nessa pista e os pedestres têm todo o direito de atravessar a rua para ir ao ponto de ônibus, por exemplo. | Denuncie |
Autor: Fabio Almeida
Discordo do senhor Washington, até mesmo porque, o qualifica um pedestre andar numa via acima de 70km? Tentativa de suicídio? Acho que deveria mudar o codigo civil para tipificar esse crime cometido muitas vezes por pedestres, e sempre a culpa é os motoristas. | Denuncie |
Autor: Bruno Nobrega
Queria ver se fosse na BR 070 em Águas Lindas. Dava em nada. O cara atravessa a pista, com iluminação precária, fora da faixa. Se na faixa já é perigoso, imagine fora dela...E a imprudência do pedestre vai sobrar para o motorista. E a lei manda o pedestre esperar o carro parar para passar. | Denuncie |
Autor: Fabio Almeida
Eu creio que o povo curte é querer colocar redutores de velocidade em todo o DF, todos sabem que ninguem vai respeitar, isso se o próprio pedestre não respeita as leis atravessando fora do lugar. | Denuncie |
Autor: WASHINGTON LIMA
Se havia solicitação para iluminação haja vista perigo na via, acredito que os responsáveis diretos pelo DETRAN e CEB deveriam ser penalizados com Homícidio Culposo (sem intenção de matar)... E aí Srs Doutores em Direito, cabe esta ação?? | Denuncie |