Cidades

Audiência de instrução do Caso Villela termina após dois depoimentos

postado em 10/11/2011 21:25
Acabou às 21h o segundo dia da audiência de instrução do Caso Villela no plenário do Tribunal do Júri de Brasília. Foram ouvidos hoje o delegado aposentado Luiz Julião Ribeiro, ex-titular da Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida (Corvida) e a papiloscopista Genima de Jesus Santos. Estão previstos os depoimentos das 34 testemunhas de defesa ; desse total, 32 foram convocadas pelos advogados de defesa de Adriana Villela, filha do casal assassinado. Devem ser ouvidas também seis testemunhas arroladas pela acusação, antes das de defesa, que não foram ouvidas na semana passada.

A papiloscopista, que começou a falar às 18h, afirmou que a impressão palmar de Adriana Villela não poderia ter sido produzida no dia 13 de agosto, data que ela contou ter estado no apartamento dos pais pela última vez antes do crime, ocorrido no dia 28 do mesmo mês de 2009. Segundo o laudo, Adriana poderia ter estado no local no dia do crime. A defesa contestou e disse que o laudo é "teratológico fantasioso" e que a prova técnica utilizada é experimental e não é utilizada em "nenhum lugar do mundo inteiro". Entretanto, para o promotor Maurício Miranda, as provas são consistentes. "Essa análise da palmar é só um reforço. A perícia analisou diversas formas da palmar no apartamento para confirmar se a impressão poderia ter sido produzida naquela data. Fizeram ainda análise de impressão de outras pessoas e confirmaram que se a de Adriana fosse do dia 13, não teria a mesma qualidade da colhida após o crime", disse.

[SAIBAMAIS]No depoimento anterior, segundo o ex-delegado, Adriana apresentou um comportamento "anormal" ao ser informada sobre a morte dos pais. Segundo Ribeiro, ela teria demorado duas horas para chegar até o apartamento dos pais. Na primeira audiência do caso, no dia 4 deste mês, a delegada Mabel de Faria, ex-titular da Corvida, e a filha de Adriana, Carolina Villela, foram ouvidas. Mabel afirma que a filha do casal esteve no apartamento no dia do crime e é a mandante do triplo homicídio. Já Carolina fez apenas uma descrição dos passos que deu até descobrir que os avós haviam sido assassinados. Ela comentou que a mãe e os avós tinham brigas constantes.

Entenda o caso

O triplo homicídio ocorreu no dia 28 de agosto de 2009, no apartamento do ex-ministro José Guilherme Villela e de sua esposa Maria Carvalho Mendes Villela, na 113 Sul. O casal e a empregada Francisca Nascimento da Silva foram esfaqueados. Os autos do processo foram distribuídos ao cartório no dia 1; de outubro de 2009. Em outubro de 2010, o juiz do Tribunal do Júri de Brasília acatou a denúncia do MPDFT, na qual quatro réus foram denunciados: Adriana Villela, filha do casal e acusada de ser a mandante do crime; Leonardo Alves, ex-porteiro do bloco onde ocorreu o triplo assassinato; Paulo Cardoso Santana, sobrinho de Leonardo; e Francisco Mairlon Barros Aguiar, comparsa de Leonardo e Paulo.

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