Após pausa de uma hora, terceiro dia de audiência do Caso Villela foi retomado com o depoimento do papiloscopista Rodrigo Menezes de Barros. Os advogados de defesa, o ex-porteiro Leonardo Campos Alves, Francisco Mairlon Aguiar e de Paulo Santana - acusados de executarem o crime - se recusaram a fazer perguntas para o papiloscopista até terem conhecimento de todos os vídeos gravados sobre o procedimento do profissional.
Por outro lado, a defesa de Adriana Villela não se opõe ao depoimento do papiloscopista, mas pediu para que, se for o caso, convocar o perito para nova oitiva após análise das imagens. A informação da existência dos vídeos foi dada pela papiloscopista Jemima de Jesus Santos, ouvida na audiência desta quinta-feira.
[SAIBAMAIS]Segundo o promotor do Tribunal do Júri, Maurício Miranda, a filmagem não apresenta novos fatos que não estejam no laudo. "A prova em questão é exclusiva e direcionada pela Adriana. Causa estranheza a defesa dos acusados fazer tanta questão desses vídeos. Como a testemunha em questão não faz referência aos acusados Mairlon, Leonardo e Mairlon, há ausência de prejuízo para que possamos prosseguir", disse Miranda.
O clima esquentou nesta tarde quando o advogado assistente do MPDF, Pedro Calmon, insinuou que eles estariam trabalhando juntos. "O que entendo é que está havendo interação entre os defensores e os advogados de Adriana", disse. No entanto, os defensores, afirmaram que estão interessados em saber o método utilizado para fins investigativos e que não têm relação com os advogados de Adriana Villela.