Mulher que matou yorkshire é indiciada e pode pegar até 5 anos de prisão

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postado em 19/01/2012 06:50 / atualizado em 19/01/2012 06:51

Luiz Calcagno

YouTube/Reprodução de Vídeo - 16/12/11

A Polícia Civil de Formosa (GO) indiciou a enfermeira de 22 anos acusada de torturar uma cadela da raça yorkshire até a morte. Ela responderá a processo por maus-tratos aos animais, com o agravante de ter ferido o cão mais de uma vez, além do constrangimento imposto à filha, de 1 ano. Ela cometeu o crime na frente da menina, como comprovam as imagens gravadas por um vizinho. Se condenada, poderá pegar uma pena de até cinco anos e seis meses de prisão. Segundo a delegada responsável pelas investigações, Renata Machado Brandimarte, ambas as acusações preveem regime inicial aberto ou semiaberto. No primeiro caso, ela seria obrigada a cumprir trabalhos comunitários ou a pagar cestas básicas. No segundo, dormiria na cadeia.

Brandimarte ressaltou ainda que conta a favor da ré o fato de ela não ter antecedentes criminais, ter residência fixa e colaborar com as investigações. “Não acredito que ela acabe presa. Ela só iria para o regime fechado se, caso condenada, descumprisse uma medida judicial”, explicou a delegada. Policiais goianos iniciaram as investigações em 21 de setembro do ano passado, um mês depois que a filmagem caiu na internet (leia Entenda o caso). A violência causou comoção no país e, por conta das ameaças de morte sofridas pela jovem, ela e a família mudaram de cidade. Por medida de segurança, a enfermeira também cancelou todas as contas de e-mail e os perfis em redes sociais.

Conta como atenuante para a enfermeira um laudo feito por psicólogos quanto à possibilidade de a filha ter traumas por presenciar a violência. Os profissionais consideraram os resultados dos exames inconclusivos, por conta da idade da menina. Segundo os especialistas, só é possível determinar com clareza se o fato deixou marcas a partir de 3 anos. A delegada Brandimarte tem outro entendimento. “Ela colocou a criança em uma situação indesejável. Está claro que a menina participou da cena mais de uma vez. Pelas filmagens, a gente vê”, afirmou.

Crueldade
Um juiz da Vara da Infância e da Juventude (VIJ) decidirá se a enfermeira tem possibilidade de continuar com a guarda da filha. O advogado da acusada, Gilson Saad, disse que ainda não teve acesso ao inquérito, mas considera “forçada” a hipótese de que a mãe tenha constrangido a filha. “Desde o princípio, os policiais já tinham demonstrado esse entendimento, independentemente de laudo e de relatórios. Respeitamos, mas vamos tomar providências. Entendo que foi equivocado. Em relação aos maus-tratos, não vamos entrar no mérito. Ela confessou”, informou o defensor.

A fundadora e diretora-geral da Associação Protetora dos Animais do Distrito Federal (ProAnima), Simone Lima, disse que, embora a previsão de punição seja branda, o indiciamento mostra que a delegada levou a lei a sério. “A nossa posição é de que a pena deveria ser mais dura quando os maus-tratos incorrem nesse grau de crueldade deliberada. Mas, mesmo que a punição seja branda, nesse caso, a enfermeira já não é mais ré primária e sofrerá os constrangimentos do processo. Dificilmente, faria isso outra vez.”

A campanha da ProAnima agora é para que a punição se torne uma regra. “As pessoas têm que saber que maltratar animais é crime. Não basta a punição, é preciso educar”, lembrou. Para o psicólogo especializado em análise comportamental do UniCeub Gilberto Godoy, a criança ficará com traumas, e tanto a mãe quanto a filha precisam de acompanhamento psicológico. “Para viver bem, a pessoa precisa estar psicologicamente confortável, bem com os amigos, com as relações afetivas em geral. Quando algo está errado, a pessoa pode expressar isso em comportamentos pouco compreensivos. Essa enfermeira poderia ter algum tipo de pressão e reagiu de forma agressiva a uma situação”, avaliou.

Multa
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou em R$ 3 mil a enfermeira que espancou a cadela yorkshire. O valor é o teto que pode ser aplicado pelo órgão de fiscalização. A punição é baseada também no artigo 29 do Decreto nº 6.514, de 2008, que regula os crimes ambientais.

O que diz a lei
O artigo 32 da Lei nº 9.605, de 1998, a Lei dos Crimes Ambientais, determina que é crime maltratar animais no Brasil. A pena prevista é detenção de três meses a um ano e multa, mas pode aumentar em até seis meses caso haja morte. Como a ação se desenrolou na presença de uma criança, para a polícia, a enfermeira infringiu também o artigo 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que considera crime a exposição de um menor de 18 anos a constrangimento e vexame. A pena prevista varia de 2 a 3 anos de prisão.

 

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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André
André - 19 de Janeiro às 20:45
Quem morreu na semana passada vítma de sequestro ou latrocínio já foi esquecido por esta sociedade e ninguém está com dó, e nem teve milhares de acessos no you tube. HIPÓCRITAS!
 
André
André - 19 de Janeiro às 20:39
Hoje em dia, nesta sociedade hipócrita, quem assassina um cão, paga mais do que quem assassina um ser humano.
 
André
André - 19 de Janeiro às 20:38
mas, estou falando da desproporcionalidade do impacto da notícia de um omicídio de um cão e de um ser humano. Nenhum nem outro deve ser assasinado mas quando morre um ser humano a sociedade deveria ficar mais revoltada, apedrejar a casa do assassino e delatar o omicida.
 
André
André - 19 de Janeiro às 20:31
Sociedade hipócrita! Todos os dias humanos são mortos por outros, e isso não causam tanta repercussão, não vejo ninguém apedrejar a casa do assassino e outros que presenciam o omícidio dizem não ter visto nada, quando prezos pegam penas brandas. Não tô falando que a enfermeira mereça ficar impune...
 
filomena
filomena - 19 de Janeiro às 20:06
Ela nao deveria ter o direito de viver bem pois, fez a vida do cachorro um inferno vivo. Nao tem consciencia e fara a mesma coisa, desde que ninguem esteja presenciando.
 
Cesar
Cesar - 19 de Janeiro às 19:59
Não sei quem é pior: a Enfermeira que deu as bicudas no cachorro, ou essas pessoas que acham que ela é mais perversa que o Bin Laden
 
silvia
silvia - 19 de Janeiro às 18:01
Ela vai pensar duas vezes antes de bater e matar um animalzinho, eu também acho que ela deveria prestar serviço no canil, e ser assistida sempre, porque ate mesmo aqueles bichinhos corre risco dela os maltratar.
 
José
José - 19 de Janeiro às 17:44
A mulher foi cruel com o animal. Detalhe, ela é enfermeira. O que não faria com um paciente num quarto escuro de hospital?
 
carlos
carlos - 19 de Janeiro às 17:39
Não sei quem é pior, o monstro ou seus seguidores!
 
Jack
Jack - 19 de Janeiro às 15:26
Ai chega o Pit Bull e pergunda: Cadê a enfemeira?
 
Adriano
Adriano - 19 de Janeiro às 14:54
Terrível tudo isso...Agiu sem pensar, e agora vai ter que suportar pela ação.
 
Julia
Julia - 19 de Janeiro às 14:38
Essa mulher não deveria ficar presa, nem pagar cestas básicas. O certo seria uma medida educativa, na qual ela trabalharia em um canil de assistência a animais. Aí sim teria de aprender a lidar com a própria raiva e fazer algo útil para a sociedade.
 
Antonio
Antonio - 19 de Janeiro às 14:36
A Polícia e a Justiça não deveriam se dobrar tanto as pressões de mídia. O que ela fez é reprovável, mas nada muito significativo. Era apenas um cachorro.
 
davi
davi - 19 de Janeiro às 14:32
Enquanto isso, o PM que assassinou o torcedor Milton Cesar de jesus com um tiro pelas costas. Pegou 2 anos, cumprindo em liberdade.
 
Claudio
Claudio - 19 de Janeiro às 14:32
Hipocrisia.Essa mulher é uma coitada, obvio que ela ta precisando de tratamento medico.Nada contra o cãozinho, é claro, mas as mesmas pessoas que querem ver a "caveira" dessa infeliz não passam um dia da vida sem comer carne, que logicamente vem de um animal indefeso.
 
marcos
marcos - 19 de Janeiro às 13:44
Um animal desse não merece criar uma animal desse.
 
Kátia
Kátia - 19 de Janeiro às 13:36
Mas quem puder ir vá e convide a família e amigos! Façamos algo por essa causa em que acreditamos! Cada um manisfesta sobre aquilo que lhe é importante!!!
 
Kátia
Kátia - 19 de Janeiro às 13:35
Bom pelo menos creio que as pessoas vão pensar duas vezes antes de sair atacando um bichinho inofensivo. Quero crer! Tb acho que não tenha condições de continuar com a criança, é preferível estar em segurança com estranhos do que com a mãe desequilibrada! Queria ir a manifestação porém faço prova...
 
Aluisio
Aluisio - 19 de Janeiro às 12:43
Ñ vai dar nada, sabe porque? Lei de execução Penal é uma mãe. Se tem q mudar é Lei de Execução Penal. Aí vai puxar cadeia. Na atual vai ser muita cesta básica e serviço social fala sério.
 
Aluisio
Aluisio - 19 de Janeiro às 12:40
Mudar q lei? Proteção de animais já existe. Se tem q mudar alguma coisa é a Lei de execução Penal essa sim muda alguma coisa, vão criar um monte de lei e a execução continua mesma impune. Ehehehe tá de brincadeira vcs?
 
Alísio
Alísio - 19 de Janeiro às 11:02
Espero que a Sra. Camilla Correa, lembre-se que como mulher, enfermeira, e sobretudo MÃE tem a obrigação de colocar a importância da vida em primeiro lugar. Em vez de chocar uma criança com essas cenas bárbaras, ensine à filha que o amor ainda possível nesse mundo.
 
waldivino
waldivino - 19 de Janeiro às 11:02
Pela maldade que esta mulher praticou contra um bichinho indefeso, criado por Deus, ela não irá pagar diante da inutilidade das nossas leis, uma vez que, quando muito, será condenada a doar cestas básicas. O seu martírio virá, com certeza, do Alto, quando ela estiver em outra dimensão da Vida.
 
Hel
Hel - 19 de Janeiro às 10:58
Forcada... Agora pode-se espancar quem quiser na frente de menores que nao ha constrangimento algum... Otima tese de defesa. Nao ha como defender o indefensavel. Alguem gostaria de deixar suas criancas com uma pessoa dessas... Alguem...Deixe as suas Dr. Saad..Ela vai precisar de novo emprego..
 
Hel
Hel - 19 de Janeiro às 10:56
"Crueldade nunca mais`", Manifestacao que acontecerá dia 22/01, em todo o país e aqui em Brasília na torre de TV as 10 hs. Mais informações: www.crueldadenuncamais.com.br Aguardo todos vcs, amigos do bem! Nao podemos mais esperar so a boa vontade do congresso em mudar tal lei.
 
JACARÉ
JACARÉ - 19 de Janeiro às 10:52
Na verdade essa senhora deveria receber uma pena alternativa como cuidar de animais abandonados; Dar plantão no canil; Num Hospital Veterinário, quando ela salvar 100 cachorrinhos, ela tem a pena comutada.
 
Saulo
Saulo - 19 de Janeiro às 10:30
Resumindo, não vai dar em nada, máximo pagamento de uma cesta básica.
 
André
André - 19 de Janeiro às 10:25
Se ela matou mesmo o pobre cão, creio que deveria ficar os 5 anos presa em regime fechado. Que crueldade...
 
Israel
Israel - 19 de Janeiro às 10:21
Ainda estão falando nisso???
 
Hildo
Hildo - 19 de Janeiro às 10:08
BARBÁRIE!!! não tem limites prá conviver entre a sociedade.
 
mirian
mirian - 19 de Janeiro às 09:40
Podia ser regime semifechado, dormir na cadeia para ver se aprende a não maltratar animais, nem submeter a um bebê assistir cenas horripilantes.
 
marcos
marcos - 19 de Janeiro às 09:26
Mais ela é réu primário ou será que não existe isso na legislação canina???
 
Waltercy
Waltercy - 19 de Janeiro às 09:08
A enfermeira, a mulher??? Ela tem nome Sr. Luiz. Qual o nome? O Sr. "esqueceu" ? O Sr. não sabe?
 
Marcelo
Marcelo - 19 de Janeiro às 09:03
Sabe qual vai ser a pena dela? Nenhuma. No Brasil a "justiça" ocorre de forma aleatória é quase uma loteria ao contrário onde a pessoa recebe um péssimo prémio, mas depende de azar. Azar de nascer e crescer sem condições de contratar um advogado que saiba ler e escrever.
 
NETT
NETT - 19 de Janeiro às 08:59
SÃO CINCO ANOS AINDA E POUCO PELO QUE ESSE COISA FEZ
 
Gladson
Gladson - 19 de Janeiro às 08:43
Cadeia nela, e que sirva de exemplo para quem gosta de maltratar animais, será importante a punição para essa "mulher", será um divisor de águas, tenho certeza que muitos pensarão duas vezes antes de maltratar um animal, agora se ela não for punida as covardias irão continuar cadeia nela!!!
 
Maquiela
Maquiela - 19 de Janeiro às 08:33
A grandeza de uma nação pode ser julgada pela maneira que seus animais são tratados.
 
Maquiela
Maquiela - 19 de Janeiro às 08:33
Deus, faça Justiça! Ainda há quem pergunte por quê a natureza se revolta, porque existe tragédias naturais em grande escala... eis o motivo....
 
Ana
Ana - 19 de Janeiro às 07:41
Melhor que nada.A impunidade tem que ter fim e com isso a inibição de atos brutais e criminosos como os praticados por esta insana.