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DF terá nova farmácia de alto custo que será aberta fora do Plano Piloto

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postado em 28/01/2012 08:07 / atualizado em 28/01/2012 09:27

Ana Pompeu

Edilson Rodrigues/CB/D.A Press

Os moradores do Distrito Federal contam com uma nova unidade da Farmácia Ambulatorial Especializada, também chamada de Alto Custo, desde a última terça-feira. O governador Agnelo Queiroz participou da inauguração do espaço na Praça do Cidadão, em Ceilândia, na manhã de sexta-feira (27). Até então, a distribuição de medicamentos para doenças crônicas era feita apenas na Estação 102 Sul do metrô, o que obrigava todos os dependentes desse tipo de remédios a se deslocarem até o Plano Piloto e a enfrentarem longas filas. Inicialmente, a nova unidade vai desafogar em quase 30% a primeira e atender moradores de Ceilândia, Taguatinga, Samambaia, Recanto das Emas e Brazlândia. O objetivo é, de acordo com o governador, entregar farmácias também em Sobradinho e no Gama, mas ainda não há prazos definidos para tanto.

De acordo com a Secretaria de Saúde, o procedimento deve continuar o mesmo. Os pacientes com cadastro válido na 102 Sul que moram em Ceilândia, por exemplo, deverão esperar o vencimento da Autorização de Procedimento de Alta Complexidade (Apac) do remédio para serem atendidos em sua cidade. Enquanto as Apacs estiverem válidas, o medicamento continuará a ser entregue na 102. A expectativa é de que, em no máximo três meses, todas as pessoas com comprovante de residência nas cidades atendidas pela nova unidade estarão recadastradas. Atualmente, 27 mil usuários estão no registro do DF. A previsão da secretaria é transferir 8 mil.

A estimativa ainda é baixa. O secretário de Saúde, Rafael Barbosa, defende que uma parcela maior da população possa usufruir do novo endereço. “A farmácia da 102 Sul era uma vergonha. Aquele não é um ambiente de saúde”, avalia. Com a descentralização do atendimento, os pacientes terão mais atenção dos profissionais. “Aqui, faremos assistência farmacêutica na essência. Existe consultório, sala para acolhimento, orientação, assistência integral, tudo que lá não tínhamos condições para fazer”, enumera o secretário. Para ele, na estação, pacientes se confundiam com usuários do metrô. Os usuários da Farmácia de Alto Custo são, em sua maioria, portadores de problemas cardíacos, esclerose múltipla, mal de Parkinson, Alzheimer e outros distúrbios do sistema nervoso.

Mudanças

Ao mesmo tempo em que a cerimônia de inauguração começava, a dona de casa Dejanira de Oliveira Pires, 49 anos, estava na farmácia da 102 Sul em busca da medicação de asma para o marido, o pedreiro Clotildes, 52 anos. Sem saber da mudança, somente no balcão da outra farmácia ela recebeu a orientação de voltar para Ceilândia e fazer um recadastramento a fim de conseguir a medicação. “Estou rodando desde cedo. Ainda não sei como vai ficar, mas, se as filas diminuírem, está valendo. Já passei um dia inteiro na 102, de senha em senha, naquela espera eterna”, conta. No seu entender, a facilidade de acesso também é um ponto positivo.

Para o presidente da Associação Parkinson Brasília, Carlos Aníbal Pyles Patto, não adianta descentralizar o serviço sem que o fornecimento dos remédios seja agilizado. “A maior reclamação que eu recebo dos associados é falta do medicamento. O sistema da farmácia é muito bom, mas é preciso controle para que não fiquemos desassistidos”, afirma. Segundo ele, cerca de 5 mil pessoas no DF são portadoras da doença e quase todos dependem da rede pública de saúde, em função do preço elevado do tratamento nos hospitais particulares.

A unidade conta com 11 farmacêuticos, 32 técnicos administrativos e 12 guichês de atendimento. De acordo com a Secretaria de Saúde, o estoque de medicamento está em nível satisfatório. A coordenação da farmácia remanejou os remédios para atender as duas unidades. “A entrega é um instrumento para enfrentar o grave problema da concentração na 102 Sul. Só assim poderemos oferecer dignidade e facilidade no acesso”, definiu o governador. Agnelo afirmou que o atendimento não condizia com a situação do paciente que busca medicamento de alto custo.

O secretário-adjunto de Saúde, Elias Fernando Niziara, estimou em R$ 200 mil os investimentos na reforma do prédio, cedido pela Administração Regional da cidade. O valor foi o mesmo que o governo desembolsou com equipamentos e materiais. “Estamos em contato com a Administração do Gama, que também ofereceu um edifício. Vamos avaliar o tamanho. Em Sobradinho, temos um grande terreno para a saúde, com Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Clínica da Família, academia e farmácia”, informa.

Combate à hanseníase
Uma verba de R$ 100 mil adicionais será destinada a Brasília, dentro do programa de ampliação das ações contra a hanseníase. O Brasil mantém a queda na incidência da doença: entre 2010 e 2011, o coeficiente de registro de casos novos caiu 15%. Entre menores de 15 anos, o percentual baixou em 11%. Os dados preliminares mostram que, em 2011, houve 30.298 casos novos detectados, um coeficiente de 15,88 casos novos por 100 mil habitantes. Destes, 2.192 foram registrados em menores de 15 anos (4,77 por 100 mil habitantes). Em 2010, o coeficiente de detecção geral foi de 18,22 por 100 mil habitantes, correspondendo a 34.894 casos novos da doença no país, sendo 2.461 casos na população menor de 15 anos (5,36 por 100 mil habitantes). Segundo estimativa preliminar, no Distrito Federal, o coeficiente de detecção é de 6,81 por 100 mil, na população geral, com 175 casos novos. Amanhã será comemorado o Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase.

Serviço
» A Farmácia Ambulatorial Especializada de Ceilândia funciona na Praça do Cidadão, na EQNM 18/20. Para mais informações, o cidadão pode entrar em contato pelo número 3581 3672.

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