Policiais civis de Tocantins prenderam ontem o diretor da Divisão de Trânsito e Transportes Urbanos (Dittur) de Luziânia (GO), Marcelo Lemos de Assis. Com o auxílio da Força Nacional de Segurança, uma equipe da Delegacia Especializada em Investigações Criminais Complexas (Deic) de Palmas (TO), em cumprimento a mandado de prisão temporária, o deteve por suspeita de extorsão mediante sequestro. As vítimas são o gerente de uma agência do Bradesco em Porto Nacional (TO) e a família dele, em dezembro.
Passando-se por agentes de saúde, dois homens chegaram à residência do gerente por volta das 12h de 29 de dezembro último, conforme informações da Secretaria de Segurança Pública de Tocantins (SSP-TO). Panfletos de prevenção à dengue faziam parte do disfarce. Na casa, estavam a esposa e dois filhos do bancário, que, ao chegar, encontrou os familiares rendidos pelos assaltantes. De início, a dupla exigiu, sob ameaça de morte, o pagamento de R$ 100 mil.
O gerente foi até a agência. Após convencer os bandidos que o banco não possuía o valor cobrado, o bancário conseguiu cerca de R$ 60 mil, quantia entregue a um dos homens. Outro comparsa seguia com a família, até saber do repasse do dinheiro.
“Após o pagamento desse resgate, a família foi liberada em Palmas, a 60 quilômetros da cidade do crime”, relatou o delegado titular da Divisão de Repressão ao Crime Organizado da DEIC-TO, Claudemir Luiz Ferreira, que foi a Luziânia. Segundo ele, Assis foi preso quando voltava ao município goiano, na tarde de ontem. “Ele é suspeito de participação em extorsão mediante sequestro”, disse. Capturado em Cristalina, Bruno Caixeta Gondim também era procurado.
As prisões ocorreram em razão de mandados de prisão temporária — de 30 dias, renováveis pelo mesmo período — emitidos pela Justiça de Tocantins. Até o fechamento desta edição, Assis não havia sido ouvido pela polícia. Para o delegado Claudemir Ferreira, há indícios da participação de Assis na extorsão mediante sequestro — crime hediondo, com pena de oito a 15 anos de prisão.
“Trabalhamos com todas as linhas possíveis. Usamos vídeos, rastros telefônicos, impressões digitais”, detalhou. Casa e carro do gerente também foram periciados. “Em tese, de acordo com a investigação, ele (Marcelo de Assis) teria participado de toda a ação”, afirmou.
O Correio tentou localizar um advogado do diretor da Dittur, mas não obteve retorno. A reportagem também ligou para a Prefeitura de Luziânia, sem sucesso.
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Esta matéria tem: (5) comentários
Autor: MARCOS FH
A polícia tem de esquecer aumento um pouquinho e trabalhar um pouco como a do Tocantins, que ganha mal, e teve que sair de Palmas para prender outro bandidinho de luziânia. O crime organizado está só crescendo. Se não houver uma medida drástica o governo paralelo irá se impor sobre o legítimo governo | Denuncie |
Autor: geraldo santos
Por Brasília passou o Chefão dessa região, agora aparece o bandido da Prefeitura e a do TRT, tem muito mais. | Denuncie |
Autor: filomena rocha
What's wrong with Luziania? Forgot the commandments altogether? | Denuncie |
Autor: Júlio Albuquerque
Coitada da população de Luziânia. Não bastasse os bandidos que andam pelas ruas, agora temos também bandidos que andam pela prefeitura. Só tem um meio de expulsar bandidos da política: votando bem. | Denuncie |
Autor: mildeck melo
Na cúpula da prefeitura de Luziânia existem outros bandidos envolvidos em crimes maiores que esses. Desvio de verba é comum por lá! Cadê a PF que não mostra o serviço que foi feito tempos atrás. | Denuncie |