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Duas cirurgias de transplantes de órgãos foram feitas simultaneamente no DF

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postado em 01/02/2012 07:03

Helena Mader

Para realizar uma cirurgia inédita no Distrito Federal, a direção do Instituto de Cardiologia (antigo Incor) teve que mobilizar médicos, enfermeiros, técnicos e até policiais. A presença inusitada dos investigadores nos corredores do hospital teve papel fundamental para o sucesso do procedimento. Pela primeira vez, dois órgãos foram transplantados para diferentes pacientes em uma mesma unidade de saúde: um homem de 62 anos recebeu um novo fígado e uma mulher de 45 anos ganhou um coração. Mas, momentos antes da cirurgia, as equipes não conseguiram localizar a paciente receptora, que estava com o celular sem serviço.

Para não perder o coração e a oportunidade do transplante, a direção pediu ajuda à polícia, que fez uma investigação rápida até localizar a paciente. Após o périplo, os médicos ainda passaram mais quatro horas nas salas de cirurgia. Os receptores passam bem e devem receber alta em cerca de 10 dias. Além do fígado e do coração, os rins da doadora foram levados para o Hospital de Base e transplantados em duas pacientes que estavam na fila de espera.

Uma única doadora salvou a vida de quatro pessoas diferentes. As bem-sucedidas cirurgias só aconteceram por conta de um ato de solidariedade de uma família brasiliense. Na manhã de domingo, uma mulher de 32 anos morreu no Hospital de Base em decorrência de um aneurisma cerebral. Abordados por uma equipe médica, os parentes da vítima autorizaram a doação dos órgãos. Funcionários da Central de Captação de Órgãos da Secretaria de Saúde rastrearam possíveis receptadores, e o corpo da doadora, que teve morte cerebral diagnosticada, foi conduzido ao Instituto de Cardiologia do DF (ICDF). Os sinais vitais permaneciam ativos com a ajuda de aparelhos, para viabilizar a retirada dos órgãos em condições de serem transplantados. Todo o procedimento foi pago pelo Sistema Único de Saúde, já que o Instituto de Cardiologia tem convênio com a Secretaria de Saúde do DF.

Fila de espera

Breno Fortes/CB/D.A Press


Ao receber o aviso da Central de Captação, a direção do ICDF entrou em contato com os possíveis receptores. O aposentado Waterloo Evangelista dos Santos, 62 anos, estava na fila de espera por um fígado havia quatro meses, desde que recebeu o diagnóstico de cirrose. Acompanhado da mulher, Maria José Evangelista, 56, e dos dois filhos, ele seguiu às pressas para o Instituto de Cardiologia, onde os médicos constataram que o fígado da doadora era compatível. “Foi uma alegria muito grande, porque estávamos com muita expectativa. É um alívio enorme ver que ele já está conversando e em uma semana estará em casa”, comemora Maria José.

A matéria completa você lê na edição de hoje do Correio Braziliense

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