No lugar de lápis, papel e livros, computadores sensíveis ao toque. Após conquistar os jovens do mundo todo com as inúmeras possibilidades de aplicativos, jogos e interatividade, os tablets começam a invadir as salas de aula das escolas particulares do Distrito Federal. A ferramenta possibilita aos alunos buscarem informações em diversas fontes, ter acesso ao conteúdo explicativo por meio de vídeos e músicas, além de levar a modernidade do conteúdo virtual. Porém, a introdução do instrumento no processo de aprendizado de crianças e adolescentes na capital ainda é tratado com cautela por pais e educadores. As dúvidas referem-se a segurança, eficácia do sistema e dispersão que as ferramentas como a internet podem provocar dentro das instituições de ensino (veja arte).
Uma semana após o início das aulas nas unidades privadas de ensino, pelo menos três colégios apresentaram alternativas para inserir a nova tecnologia na realidade de estudantes do 1º ano do ensino médio. Sigma, Marista e Leonardo da Vinci usam maneiras diversas para que a inovação integre o ensino. Com um investimento alto em criação de aplicativos, instalação de redes sem fio e a capacitação de professores, um ponto é indiscutível: os estudantes se mostraram empolgados com a novidade.
O Correio acompanhou a primeira aula com tablet no Sigma. No local, os livros impressos das 16 matérias foram substituídos por material digital, criado especificamente para o aparelho. Em mesas de tamanho diferenciado, o tablet e o caderno compunham todo o cenário de ensino para a disciplina de espanhol. Olhos atentos à professora e ao novo equipamento. Os adolescentes ouviam o que a educadora falava e logo perguntavam: “Em que página?”, “Como acho esse vídeo?”
Em 50 minutos, os estudantes tiveram contato com a língua estrangeira, conheceram músicas no idioma e ainda tiveram a oportunidade de interagir com outra cultura. Enquanto ouviam melodias, pesquisavam sobre os países que têm a língua como idioma oficial. Com mais alguns cliques, entenderam um pouco mais sobre a história e a geografia de nações que falam espanhol. Tudo isso por meio de um aplicativo desenvolvido pela professora da instituição. O livro virtual contém links, com informações adicionais em determinados pontos do texto.
Na parte de gramática, por exemplo, é possível clicar no local indicado e ter acesso a questões usadas no Programa de Avaliação Seriada (PAS), no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou no vestibular. “Começamos a primeira etapa do processo em 2010, quando observamos experiências de outros países com o equipamento. Decidimos, então, fazer um projeto pedagógico próprio, voltado para a necessidade de vestibular da região. Cada professor produziu o material interativo para as matérias, contratamos uma empresa de informática e ela topou o desafio”, explicou o coordenador da área de física do Sigma, André Frattezi.
No início do ano, os pais levaram um susto ao perceber que o tablet e o conjunto de aplicativos faziam parte da lista de material escolar. O aparelho custa entre R$ 1 mil e R$ 2 mil, e os livros virtuais para estudo ao longo do ano, R$ 1,1 mil. O desafio começou com 1,2 mil alunos do 1º ano e aumentará paulatinamente, com expansão no ano que vem para os do 2º período. Os links informativos são parte integrante do sistema e muitos não precisam de internet para revelar as informações adicionais. Porém, a escola dispõe de rede sem fio, o que não impede os alunos de entrarem na rede.
A matéria completa você lê na edição impressa desta segunda-feira (6/2) do Correio Braziliense.
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Esta matéria tem: (21) comentários
Autor: Hildo Evaristo
Comentei com alguns amigos sobre esta matéria e sobre o que comentei defendendo a valorização do Gama (cidade satélite) no ensino particular - Colégio Vitória - e ouvi "O Correio não vai publicar o comentário". Hahahaha... perderam. Tem um amigo que vai pagar uma geladinha no final de semana. rsrsrsr | Denuncie |
Autor: Joaquim Rocha Filho
Tabletas ????? (no título da matéria). | Denuncie |
Autor: Bruno Almeida
Com certeza isso só será mais uma dispersão para os alunos, além de contribuir cada vez mais com o déficit de atenção. O país ainda não está preparado para isso, os adolescentes, como um todo, ainda não encontraram a grande 'paixão' pelos estudos. Tablets nas escolas? As redes sociais agradecem, rs. | Denuncie |
Autor: Servidor Público
A questão não é essa Adriana, usar ou não livros. Com o Tablet o pai e a mãe também economiza com compra de livros, usa arquivos digitais, gasta uma vez só com os tablets, depois é só economia, já que duram anos, ao invés de vc gastar 2 mil com livros todos os anos gasta uma vez só com o tablet. | Denuncie |
Autor: veronica silva
Muito boa a iniciativa de algumas escolas utilizando uma ferramenta poderosa baseada em moderna tecnologia. Mas, a pergunta que a sociedade deve fazer é: o Estado, que conhecemos profundamente há anos, será capaz de garantir que estas crianças retornem a salvo para casa, com seus equipamentos???? | Denuncie |
Autor: valeria silva
Só fico pensando quando as Escolas Públicas terão vez, na nossa sociedade, gostaria que os pais, que tem filhos na rede pública refletisse... | Denuncie |
Autor: GILMAR PEREIRA
EM PAIS DE TERCEIRO MUNDO ISTO E UM LUXO,MAS EM PAISES DESENVOLVIDOS,NÃO TEM ESCOLAS PARTICULARES E NEM HOSPITAIS, OS PUBLICOS LA SÃO MELHORES QUE OS PARTICULARES AQUI... | Denuncie |
Autor: GILMAR PEREIRA
vamos ve se vão saber usar a ferramenta. | Denuncie |
Autor: Braga Jadiani
Boa tarde realmente o Colégio Vitória também está investino em tecnologia, os nossos filhos já contam com o ensino informatizado. | Denuncie |
Autor: REGINALDO REIS
A implantação desta ferramenta e sem dúvida de grande importância na vida desta geração,Mas acho que deveria ser implantada aõs poucos. | Denuncie |
Autor: adriana ferreira
Sempre estudei em escola pública, com livros usados, e hoje geografa e advogada. Acho que a determinação e a vontade de vencer esta acima de tudo. | Denuncie |
Autor: Antonio Bayma Jr
Perigosa bobagem isso. Não há nenhum utilidade relevante na pedagogia que não se possa fazer por meio de instrumentos mais simples e mais baratos. Essas tecnologias, mesmo em lares mais abastados, ainda são novas, e como tal, encantam e dispersam a criança ou adolescente. Seria melhor esperar. | Denuncie |
Autor: wilton veloso
Ótima ideia esta dos tablets, mas o grande problema será quando estes alunos virarem alvos dos bandidos, que tentarão roubar estes equipamentos dos estudantes, e vende-los pra comprar drogas. | Denuncie |
Autor: edson rocha
o face book e o msn agradece, nao esquece o bate papo, o sites "educativos", | Denuncie |
Autor: Ueslei Lima
E o que vai ter de mala roubando tablet em saída de escola, quero ver quem vai dar segurança pra esses alunos. | Denuncie |
Autor: gilmar teixeira
absurdo , usar estes aplicativos poderiam esperar mais um tempão desigualdade e os colegas que as escolar não exigem , mas são amigos dos que estudam neste que vão usar tablets etc | Denuncie |
Autor: Gustavo Macedo
Ricardo Cubas: Discordo. A escola não "impõe" qual o livro didático a ser usado? Afinal de contas, existem vários livros de matemática no mercado... Acho que o princípio é o mesmo. | Denuncie |
Autor: cristiane alves
Acho muito bem vinda a ideia, é uma pena que a escola publica nao tenha recursos, sendo que muitas vezes falta ate mesmo cadeira, lanche... no nosso Brasil ou é rico ou pobre nao existe meio termo. | Denuncie |
Autor: MARCELO MASCARENHAS
Na minha opinião o que faz uma aula se tornar atrativa é a capacidade do professor em fazer com que o aluno se prenda ao o que está sendo ensinado. Tenho certeza que nos melhores colégios do mundo e universidades esta ferramenta não é utilizada. | Denuncie |
Autor: Hildo Evaristo
Manoela Alcântara (CB) esclareço a V. Sa. que o Colégio Vitória no Gama também investiu pesado nesta tecnologia, portanto é justo que Eu, cidadão, não sou funcional e nem sócio do referido colégio. É só uma questão de reconhecimento, justiça e valorização com o colégio (alunos) e a cidade do Gama. | Denuncie |
Autor: Ricardo Cubas
Muito bonito, muito legal, mas... será que esses colégios estão observando que não podem exigir marca na utilização dos Tablets? Ipad, aparelhos android ou windows phone? os aplicativos gerados atendem a, pelo menos, esses três sistemas operacionais? Existindo múltiplos sistemas, acho complicado. | Denuncie |