Cidades

Técnicos sustentam diferentes causas para o incidente de caças na Esplanada

Especialistas não entram em consenso sobre a conduta do piloto do caça, mas concordam que ele foi imprudente ao usar velocidade excessiva em uma área urbana

Rosana Hessel
postado em 02/07/2012 06:17

Seguranças do STF isolaram a área para evitar que curiosos se ferissem com os estilhaços de vidro
O avião que provocou a quebra das vidraças da fachada do Supremo Tribunal Federal (STF) e assustou as pessoas que assistiam à cerimônia de troca da bandeira nacional é um caça Mirage F 2000 da Força Aérea Brasileira (FAB). Ele já participou de outras solenidades do tipo na Praça dos Três Poderes, mas essa foi a primeira vez que causou tamanho estrago. A Aeronáutica ainda não apresentou uma explicação para o que aconteceu e afirmou que deve apurar os detalhes a partir de hoje. A sensação dos presentes era de que a aeronave teria passado baixo demais e que isso teria ocasionado o problema.

[SAIBAMAIS]Entre os especialistas ouvidos pelo Correio, não há consenso se o caça teria ultrapassado a barreira do som. Mas tanto físicos quanto aviadores concordam que, se o piloto o tiver feito, houve imprudência. A influência da altitude em que a aeronave estava ao sobrevoar a Praça dos Três Poderes no acidente também é um ponto de discordância. Ninguém sabe precisar a velocidade atingida pelo piloto, mas não há dúvidas, entre os técnicos, de que ele alcançou uma velocidade arriscada, já que estava entre edificações e em um local de aglomeração de pessoas.

Especialistas não entram em consenso sobre a conduta do piloto do caça, mas concordam que ele foi imprudente ao usar velocidade excessiva em uma área urbana

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