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Com quase 9 mil detentos, Papuda intercala momentos de monotonia e tensão

A maior penitenciária do Distrito Federal tem uma rotina própria. A partir de hoje, série de reportagens mostra de perto relatos de morte, perigo, dor e esperança

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postado em 16/09/2012 08:04 / atualizado em 16/09/2012 09:42

Breno Fortes



O tempo passa devagar no maior presídio do Distrito Federal. São 15h30 de uma terça-feira e 9 mil detentos aproveitam os últimos minutos do banho de sol. De repente, a monotonia é quebrada por uma sirene estridente. Algo está errado. Encarregados de funções burocráticas largam tudo e se armam com cassetetes. Do portão principal, surgem agentes de preto fortemente armados. Em três minutos, a tropa invade a Ala B da Penitenciária 2 do DF (PDF II) e se depara com um grupo rebelde que se recusa a voltar para as celas. O clima é de tensão. Qualquer ação precipitada pode culminar em um motim. Homens responsáveis pela segurança gritam comandos de ordens aos presos. Os internos recuam. A vida atrás das grades volta ao normal.

O episódio ocorreu em 28 de agosto último e faz parte da rotina do Complexo Penitenciário da Papuda, formado por quatro grandes unidades. Ali estão os criminosos mais perigosos da capital. São assassinos, estupradores e ladrões acertando as contas com a Justiça. Administrar essa massa carcerária é uma tarefa complexa. Fosse uma cidade, o complexo teria quase o dobro de moradores do Varjão, onde vivem 5 mil pessoas. Durante quatro dias, a equipe de reportagem do Correio percorreu os corredores sombrios do estabelecimento prisional. Os relatos de morte, dor e esperança são contados nesta série de reportagens que o jornal publica a partir de hoje.

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