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Cobradora é vítima de racismo depois de pane em ônibus da Viação Pioneira

"Fiquei com muita raiva. Deu vontade de bater na mulher", disse a funcionária

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postado em 16/02/2014 07:05 / atualizado em 15/02/2014 23:02

Matheus Teixeira

Gustavo Moreno/CB/D.A Press


Na última semana, o Brasil abraçou a causa do jogador Paulo César Tinga, vítima de preconceito racial durante uma partida de futebol no Peru. Na saída de campo, ele afirmou que trocava todas as conquistas da carreira por um mundo mais igual. Poucos dias depois, Brasília foi palco de um caso semelhante. O endereço muda, mas o sentimento não: “Eu só conseguia chorar. Dá uma sensação de impotência pensar que ainda há quem julgue seu caráter pela cor da pele”, relata a cobradora de ônibus da Viação Pioneira Claudinei Gomes, 33 anos, que foi xingada enquanto trabalhava, na última sexta-feira, na Linha 255, que faz o trajeto Santa Maria/M Norte.



Uma pane no ônibus em que estava travou a porta, em uma parada de Taguatinga. Era 12h40, o sol estava forte e mais ou menos 20 pessoas ficaram presas dentro do coletivo. Nervosa, uma mulher cogitou
usar a saída de emergência, mas, para tal, seria necessário quebrar a janela. O motorista explicou que ela teria de pagar o estrago. A passageira perguntou a Claudinei o nome do condutor, mas a colega não quis informar: “Foi nesse momento que ela começou a me xingar. Me chamou de negra ordinária e preta safada. Queria que eu revelasse o nome dele para denunciar à empresa”, lembra.

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A cobradora destaca que nunca havia sido vítima de preconceito .“Fiquei com muita raiva. Deu vontade de bater na mulher, mas, como sou um ser racional, diferentemente dela, me contive”, recorda. No mesmo momento, a funcionária da Pioneira ligou para a polícia a fim de denunciar a agressão. Quando a porta finalmente abriu, a passageira foi a primeira a descer. “Ela ainda gritou: ‘A polícia não vem para preto, não’. A cena dela indo embora impune foi horrível”, diz.

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