publicidade

Suspeito de espancar e abusar de enteado de dois anos se entrega à polícia

O professor de jiu-jitsu chegou a delegacia acompanhado de advogados

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

postado em 01/04/2014 21:16 / atualizado em 02/04/2014 14:33

Reprodução/Facebook

O professor de jiu-jitsu Daryell Dickson Menezes Xavier, suspeito de espancar e abusar do enteado de apenas dois anos, se apresentou na 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires) na noite desta terça-feira (1º/4). Xavier era considerado foragido.

De acordo com a delegada-chefe da 38ª DP, Tânia Dias Soares, Xavier chegou ao local acompanhado por advogados e passará a noite na Delegacia de Polícia Especializada (DPE). O suspeito só deve prestar depoimento na manhã desta quarta-feira (2/4).

De acordo com a delegada, o padrasto passou a ser considerado o principal suspeito do crime após prestar depoimentos contraditórios, levantando suspeitas sobre os fatos. Ele teria sido a última pessoa a ter contato com a criança. Miguel foi levado ao hospital na quinta-feira (27/3) com convulsão e vários hematomas pelo corpo, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu dois dias depois. Segundo a mãe da criança, Gabrielle Estrela, o padrasto permaneceu durante todo o tempo de internação do menino ao lado de sua família.

Leia mais notícias em Cidades

Gabrielle utilizou o perfil no Facebook para desabafar. "Eu entreguei minha vida e a do meu filho pra esse homem cuidar, eu acreditei no amor e na bondade dele, eu o apoiei, eu o amei, e aceitei seus defeitos sem saber que ele era algo muito pior, minha família inteira se encantou por ele, fomos acolhidos e acolhemos ele e seu filho", publicou.

Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) indicou que a criança sofreu um grande impacto - possivelmente uma agressão - e que não caiu da própria altura. Para a delegada, há indícios de que um golpe teria sido desferido. "Não foi um tombinho a toa que causou o traumatismo craniano. Como o padrasto estava sozinho com a criança, prestou depoimento contraditório e tem envolvimento com lutas marciais, tudo indica que ele pode ter feito alguma coisa", contou Tânia.

Os indícios de estupro surgiram com o registro de fissura anal na criança. Não se sabe ainda, porém, se a fissura possui origem interna (problemas de intestino) ou externa (abuso sexual). O resultado do laudo técnico que revela a causa da fissura sairá em no mínimo 15 dias.

Assista à reportagem da TV Brasília

publicidade

publicidade