Cidades

Câmara volta do recesso, mas foco dos distritais será nas eleições

Com 21 deputados na corrida por votos, a Casa não deverá produzir muito até 5 de outubro, data do 1º turno, embora estejam pendentes temas importantes

postado em 04/08/2014 07:00
De fevereiro a maio, só duas sessões da Câmara tiveram quórum para deliberações: esvaziamento tende a se repetir com proximidade do pleito
Em meio à campanha eleitoral e com apenas três parlamentares fora da disputa, a Câmara Legislativa do Distrito Federal tenta retomar amanhã as sessões plenárias, após o recesso do meio do ano ; de 2 a 31 de julho. Os prognósticos não são muito animadores, pois 21 distritais estão em plena corrida pelas cidades do DF atrás de votos dos eleitores (veja Arte). Caso os deputados compareçam para participar das votações e das atividades nas comissões até 5 de outubro, data do 1; turno das eleições deste ano, além de ter pelo menos um projeto relevante em mãos (a Lei de Uso e Ocupação do Solo), a Casa ainda se vê na obrigação de dar respostas à sociedade quanto a dois processos de cassação por quebra de decoro. Tramitam atualmente pedidos contra Benedito Domingos (PP) e Aylton Gomes (PR).

O presidente da Casa, Wasny de Roure (PT), definiu, na última sexta-feira, a pauta para a primeira sessão. Foram incluídos principalmente projetos de interesse de parlamentares. Ele espera ter condições de votar matérias logo no primeiro dia de trabalhos. ;A pauta já foi distribuída. Cada deputado sabe o que lhe cabe fazer. Eu não vou fugir à minha responsabilidade de comparecer às sessões e tentar deliberar. Vou cumprir o regimento interno. Se ele não exclui o calendário eleitoral, então não podemos fazer nada, temos que trabalhar;, disse.

Em maio deste ano, os deputados fizeram uma reunião em que a maioria decidiu que a terça-feira seria o único dia da semana para votações. A ideia era fixar a data como a de esforço concentrado, a exemplo da Câmara dos Deputados. À época, Wasny disse que se tratava de uma tentativa de salvar a semana, já que as votações não vinham ocorrendo. De fevereiro até então, apenas em duas ocasiões houve quórum para deliberações, o que tornou aquele período o menos produtivo da atual legislatura. A oficialização da gazeta acabou gerando efeitos indesejados pelos parlamentares.

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