Feira em Brasília divulga estilo de vida vegano, de defesa dos animais

Adeptos do estilo promoveram workshop sobre como se virar com as muitas restrições do estilo de vida

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postado em 28/09/2014 19:02

Agência Brasil

Mais que uma alimentação, uma filosofia de vida. Assim os veganos definem a escolha por não comer produtos derivados de animais, como carnes, leites, ovos, mel. “A ideia principal do veganismo é a defesa dos direitos dos animais. Mais do que um discurso, é uma postura ética que faz com que o seu comportamento seja coerente com os seus ideais, que é a defesa dos direitos dos animais”, explica Vinícios Antônio, integrante da Frente de Ações pela Libertação Animal.

Para difundir a prática e mostrar que não é só possível, mas também saudável e saboroso ter uma alimentação feita sem agressões aos animais, neste domingo (28/9), a entidade promoveu uma feira em um shopping de Brasília. Na lista de ofertas, sapatos feitos de material sintético em vez de couro, bem como coxinhas, cachorro-quente, bolos, comida japonesa, pastas árabes, cupcakes, quindim e muitos outros alimentos veganos, que diferem dos vegetarianos por poderem ser feitos com produtos derivados de animais.

Marcello Casal jr/Agência Brasil


Se parece difícil fazer um bolo sem usar os ingredientes tradicionais, Monyze Novaes ensina que se trata de conhecimento e adaptação. No ano passado, ela começou a vender comida vegana, porque percebeu a ausência desses produtos e o crescimento do número de consumidores. Alguns meses depois, concluiu que “era uma contradição” continuar comendo carne. Então, mudou a alimentação e diversificou o cardápio.

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Na feira, ela ofereceu um workshop gratuito que ensinou os participantes a fazer bolos e leites veganos. “Quando você se torna vegetariana e principalmente vegana, você vê que tem uma gama diferente de ingredientes ao seu alcance, porque às vezes, quando a gente come carne, a gente se limita ao que é óbvio e acabamos não conhecendo outros produtos”, compara Monyze.

Já Vinícios acrescenta que “a comida vegana é barata, embora existam alguns problemas por causa da demanda. No entanto, do ponto de vista energético e calórico, é muito mais barato produzir comida vegana, que precisa de menos recursos, como a água”. Já a produção industrial da carne, por exemplo, demanda pasto, grande volume de água, além de se valer de produtos químicos como hormônios, explica.

No entanto, é preciso ficar atento na hora de modificar os hábitos alimentares, pois a dieta vegana pode ser deficiente em alguns nutrientes, como a vitamina B12, ferro e cálcio. Por isso, indica-se acompanhamento médico e, em alguns casos, o uso de suplementos alimentares.

Na feira, a Sociedade Vegetariana Brasileira disponibilizou materiais que explicam o conceito dos direitos dos animais, que parte do princípio de igualdade entre as espécies, isto é, o ser humano não é mais importante do que as demais e não pode se apropriar delas, que devem também ter o direito à vida e à integridade física. Nesse sentido, a entidade cobra o respeito à Lei 9.605/98, a qual trata dos crimes ambientais e aponta a necessária proteção aos animais, inclusive por parte de produtores.

Outra organização que participou do evento foi a BSB Animal, associação de proteção que recolhe animais das ruas. Integrante da associação, Marta Paiva conta que, ao longo de seis anos de trabalho, foram cerca de 500 animais cuidados e disponibilizados para adoção. Com a oferta de alimentos na feira, o grupo pretende arrecadar recursos para novos tratamentos.
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