Motoristas e cobradores da viação Pioneira não terminam greve

Paralisação promete mais um dia de caos no transporte público

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postado em 10/11/2014 06:05 / atualizado em 10/11/2014 08:58

Francisco Nero/Whatsapp

Nesta segunda-feira (10/11), a ida para o trabalho será novamente complicada para quem depende de transporte público no DF. Sem um acordo entre o DFTrans e a empresa Viação Pioneira, a paralisação dos rodoviários continua. Os funcionários estão com salário e benefícios (como o vale-alimentação, por exemplo) referentes ao mês de outubro atrasados. Na manhã de hoje, o Sindicato dos Rodoviários, se reuné com os trabalhadores da Pioneira nas garagens da empresa para orientá-los sobre a greve e avisar que, a qualquer momento, assim que a mpresa fizer o pagamento, eles devem voltar às atividades.

Um dos diretores do sindicato, Leandro Machado, responsável por Santa Maria e Gama, garante que, assim que o dinheiro for depositado, todos voltam ao trabalho. Da mesma forma, a Viação Pioneira espera o depósito por parte do governo. A empresa é responsável pela Bacia 2, que abrange o Expresso DF no Gama e em Santa Maria e o transporte público regular do Paranoá, de São Sebastião, da Candangolândia, do Lago Sul, do Jardim Botânico, do Itapoã e de parte do Park Way.

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Ela deve cerca de 15 milhões aos funcionários — valor que, segundo a empresa, se refere ao custo de operação do Passe Livre Estudantil, ao benefício dos deficientes e à gratuidade do sistema BRT, subsídios que o DFTrans assumiu com a mudança do sistema de transporte público.

Enquanto isso, as ruas do DF continuam com um deficit de 640 ônibus — incluindo o Expresso DF —, prejudicando nove cidades e cerca de 200 mil pessoas que precisam enfrentar longas filas e ônibus lotados e, muitas vezes, se arriscam pegando caronas e meios de transporte irregulares.

No fim de semana, embora o Governo do Distrito Federal tenha informado que reforçaria a frota de ônibus para atender os mais de 160 mil candidatos que fariam a prova do Enem no DF, algumas pessoas enfrentaram problemas e chegaram atrasadas ao local do teste. O diretor-geral do DFTrans, Jair Tedeschi, garante que foram feitas viagens extras e acredita que os atrasos tenham sido consequência de falta de planejamento: “Li no jornal sobre uma menina que saiu às 11h30 do Paranoá para o Plano Piloto e chegou atrasada. Era óbvio que isso aconteceria: os portões se fechavam às 13h”.