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Correio Braziliense

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MP investiga suposto caso de violência policial em comunidade cigana

O relato inclui revista íntima em mulheres sem a presença de uma militar feminina na equipe, ameaças de morte, buscas nas lonas sem mandado judicial, quebra de televisores e moradores sem poder ir ao banheiro urinando nas calças

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postado em 13/03/2015 09:38 / atualizado em 13/03/2015 15:09

Guilherme Pera

O Ministério Público Federal (MPF) investiga um suposto caso de violência policial em uma comunidade cigana às margens do km 16 da BR-020, próximo a Sobradinho. Segundo a denúncia dos moradores, 39 PMs da Rotam entraram, sem mandado judicial, na chácara ocupada por cerca de 50 pessoas e cometeram uma série de irregularidades em uma abordagem para apreender armas. Em nota, a PM rebateu as denúncias e informou que "toda a operação foi filmada demonstrando a total lisura e transparência das ações". A corporação enviou um vídeo de aproximadamente um minuto, abaixo exposto.

A operação da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), na tarde de 6 de março, resultou no recolhimento de dois revólveres .38 e uma garrucha, de acordo com os próprios ciganos. Na ocorrência registrada na 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina), constam quatro revólveres, sendo três de calibre .38 e um .32, uma espingarda 5.5 e diversas munições. Os três proprietários das armas foram autuados, pagaram fiança e foram liberados.

O problema, porém, seria a forma como teriam sido abordados. De acordo com o MP, os policiais entraram no ambiente com bombas de efeito moral e, já no início, os estilhaços acertaram e feriram três crianças que jogavam futebol na entrada do local. Daí para frente, o relato inclui revista íntima em mulheres sem policial feminina na equipe, ameaças de morte, buscas nas lonas sem mandado judicial, quebra de televisores e moradores sem poder ir ao banheiro urinando nas calças na frente dos filhos.


Veja o vídeo de aproximadamente um minuto enviado à reportagem pela assessoria de imprensa da Polícia Militar do DF:



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Segundo o presidente da Associação dos Ciganos das Etnias Calon de Brasília, Elias Alves da Costa, a abordagem aconteceu por preconceito. "Um policial falou que índios, ciganos e sem-terras devem acabar. Desrespeitaram todos nossos direitos, derrubaram nossa comida no chão, rasgaram nossas roupas, abriram fraldas de crianças para ver se tinha algo dentro, fizeram uma idosa levantar a saia na frente dos filhos e disseram que nos matariam caso reagíssemos", relatou. De acordo com o MP, os ciganos têm permissão concedida pela União para ocupar o território.

Nesta sexta-feira (13/3), está previsto um encontro do procurador à frente do caso, Felipe Fritz, do 1º Ofício de Cidadania, com o corregedor-geral da PMDF, tenente-coronel Braga Reis, para ouvir a versão da polícia e dar prosseguimento às investigações. "O delegado Édson Medina, da 16ª DP, disse não ter sido avisado da operação. Por quê? Por que usaram helicópteros e várias viaturas para agir ali? Quem pediu essa operação?", questionou Fritz. 

Leia a íntegra da nota da Polícia Militar:
Diante das denúncias realizadas contra o Batalhão de ROTAM - PMDF  durante a ocorrência de apreensão de armas de fogo no acampamento dos Ciganos é importante levantar as seguintes considerações:

A denúncia é um direito de todo cidadão contudo, conforme código penal e processo penal, cabe a quem denuncia o ônus da prova sob pena de incorrer em crime de denunciação caluniosa.

A policia militar de acordo com a CF e o código penal tem o dever de agir diante de denúncias não cabendo recusa sob pena de incorrer em omissão ou prevaricação. 

Toda operação foi filmada demonstrando a total lisura e transparência das ações, sendo que as alegações a seguir podem ser comprovadas  pelas imagens e pela ocorrência registrada na 16ª delegacia.

A operação se deu diante de denúncias anônimas da comunidade de que na região costumeiramente ocorriam disparos de arma de fogo, roubos e brigas envolvendo indivíduos armados, fatos que podem ser comprovados ao se verificar o histórico de ocorrências registradas na delegacia no local do acampamento e em suas adjacências.

A operação se deu sob forte chuva em ambiente rural, sendo que havia em torno de dez barracas e duas tendas maiores, e que durante o primeiro momento foram feitas buscas nas barracas para averiguar a existência de pessoas armadas sendo que todos foram conduzidos para a tenda maior que era aberta e permitia uma boa circulação de ar. Conforme as imagens cerca de 30 ciganos foram postos na tenda e os próprios policiais buscaram por cadeiras em outras tendas para que os mais idosos e gestantes pudessem se sentar enquanto era realizada a busca por armas nas barracas. Verifica-se portanto que os moradores apenas tomaram chuva no caminho de suas barracas para a tenda principal.

Quanto à alegação de que os policiais se utilizaram de armas de fogo para ameaçar os moradores, cabe salientar que  durante as buscas foram encontradas 8 armas de fogo, 14 facas e em torno de 80 munições fato que comprova o grau de periculosidade dos abordados. Foram encontradas armas de fogo na posse de mulheres, e munições com crianças sendo que foram tomados todos os procedimentos de segurança necessários para garantir a integridade física dos ciganos e dos policiais. Retirar 21 armas e munições das ruas sem efetuar nenhum disparo ou lesionar qualquer envolvido pode ser considerado uma ação policial de sucesso, pois demonstra a precisão da ação sem causar qualquer dano colateral.

No que tange à denuncia de furto de celulares, esclarecemos que todos os itens que foram apreendidos foram relacionados em ocorrência própria e aqueles itens os quais o delegado não viu a necessidade de arrolar ao inquérito foram restituídos ao final do registo na 16ª Delegacia de Policia Civil de Planaltina –DF sendo entregues ao advogado e ao filho do dito líder da comunidade sendo que os mesmo assinaram o recebimento dos pertences. 

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.
 
Sergino
Sergino - 14de Março às 09:00
Tá que pariu!!!!!!!!!!! Tem mais é que deixar virar o caos total. Esses pseudos defensores dos frascos e comprimidos deveriam participar da campanha " Adote um bandido". E onde é que esta escrito que para a PM fazer Operações onde quer que seja tem que avisar para a "otoridade sinhô delegado"?
 
FaustoO
FaustoO - 13de Março às 23:22
Acharam 8 armas com os ciganos e eles estao reclamando é? Ta parecendo o pessoal la das favelas, onde ta cheio de bandidos e quando a policia entra pra prender eles dizem que estao esculachando. Meu aimigo tava cheio de arma la no acampamento deles, quem anda com por porcos se suja meu amigo....
 
Horus
Horus - 13de Março às 22:14
Realmente é um absurdo! Policiais fazendo sua função, de forma legal, trabalhando no estrito dever legal, serem ainda vistos como autor e os criminosos como vítimas, falta mais o que? Toda e qualquer cultura, religião e etc., devem sim ser respeitados, porém, uma cultura que se arma, não deveria ser vista como vítimas, mas sim como uma ameaça a sociedade.
 
Jackson
Jackson - 13de Março às 18:33
Daqui a pouco,o MP devolverá as armas aos seus respectivos donos,e ainda entrarão com um ação para a PM pedir desculpas pelo incômodo.Pais mequetrefe,esse Brasil."Se cobrir vira circo,se gradear vira cadeia e se cercar vira curral "
 
dyone
dyone - 13de Março às 13:25
Policia fazendo a coisa certa do jeito errado, barraco entram todos machões, condomínios pedem licença, por favor e desculpa senhor tenho que aborda-lo.
 
José
José - 13de Março às 12:44
Ridícula essa denúncia! Criminosos armados que causavam terror na comunidade local tentam desvirtuar o foco da ação policial! Quanto à ameça por armas, outra coisa ridícula. Nos manuais de atuação policial, atualmente chamados de Uso Diferenciado da Força, cabe ao policial escolher o grau de força a ser empregado! Agora! Contra pessoas armadas a PM deveria usar estilingue, funda, clava....Alguém perguntou se a comunidade de Planaltina se sentiu mais segura? Claro que não! Só interessa ver o lado dos criminosos! Por último, há previsão legal de revista feminina feita por homens, em casos excepcionais, como este!
 
eberton
eberton - 13de Março às 12:23
Pra que arriscar a vida por uma sociedade que apenas os massacram ? Façam apenas o feijão com arroz!!!
 
waldir
waldir - 13de Março às 12:16
A PM recece treinamento para ações de guerra não para lidar com o cidadão civil... logo a solução para acabar com essas atrocidades é a desmilitarização da PM e a criação de uma polícia civil única, não essa polícia civil que está aí, mas sim uma polícia civil no sentido de treinamento para lidar com o cidadão comum.
 
André
André - 13de Março às 20:46
Exato.
 
Pedro
Pedro - 13de Março às 12:09
É melhor "liberar geral" então, já que a Pm sempre "apanha" e continua a fazer seu trabalho!!!! Porque sempre que se quer vende notícia ou bater no Estado, escolhe-se a PM para apanhar???? PM, defenda-se com mais veemência!!!!!!
 
José
José - 13de Março às 12:00
eu achei estranho essa abordagem ai, desde que saiu a primeira noticia..... realmente é bom ter uma investigação.
 
Paulo
Paulo - 13de Março às 11:49
o mp deve ta sem o que fazer, os caras vao lá tiram inumeras armas das ruas e vcs do mp ficam enchendo o saco da policia! faz o seguinte mp devolva as armas apreendidas para o acampamento! va cuidar do que importa: invasões em todo DF, isso vai virar a Síria!
 
andre
andre - 13de Março às 11:43
grande coisa, policia fez certo!! não leram a reportagem?? apreenderam armas!!! parabens PMDF
 
Diniz
Diniz - 13de Março às 11:34
INSTITUIÇÃO CORRUPTA E DE EXTREMA MÁ FÉ ESTA PM! DESMILITARIZAÇÃO JÁ!
 
Wilson
Wilson - 13de Março às 11:27
Acho que a PM não deveria revistá-los, afinal estavam apenas com um revolverzinhos que mulheres e crianças utilizavam para brincar de matar. É muita cara de pau de bandido, depois que a casa caiu acusam a polícia para distorcer os fatos. Daqui uns passos irão requisitar ser revistados por outros ciganos porque do contrário é discriminação, o que está correto, bandido tem que ser discriminado e deve sempre ser da minoria, afinal eles perturbam a maioria que é a sociedade de bem.
 
william
william - 13de Março às 11:25
O que me impressiona é o MP ir a favor de pessoas armadas até os dentes. O que eu MP acha que os pobres coitados iriam fazer com tantas armas? Por favor, senhores, parem de defender criminosos
 
marcelo
marcelo - 13de Março às 11:03
Tá complicado. Se a PM trabalha é questionada. Pergunto, qual cidadão brasileiro pode ter arma de fogo em casa sem a devida autorização? Deixa a polícia trabalhar!
 
Sérgio
Sérgio - 13de Março às 11:01
Por favor bravos Policiais Militares, PAREM DE VIBRAR! Não vale a pena!
 
Sérgio
Sérgio - 13de Março às 11:00
Parabéns bravos Policiais Militares do Distrito Federal. A sociedade que não de bem que não coaduna com nenhum tipo de bandidagem, está do seu lado. Infelizmente, no país da hipocrisia, o errado é o certo, e o certo é o errado!
 
Sérgio
Sérgio - 13de Março às 11:00
Parabéns bravos Policiais Militares do Distrito Federal. A sociedade que não de bem que não coaduna com nenhum tipo de bandidagem, está do seu lado. Infelizmente, no país da hipocrisia, o errado é o certo, e o certo é o errado!
 
MARCOS
MARCOS - 13de Março às 10:51
é flagrante amigo!
 
Rodrigo
Rodrigo - 13de Março às 10:13
Ridículo esse Sr. Elias questionando a ação correta da polícia. Avisem a ele que é ILEGAL possuir armas sem a devida permissão estatal. Isso é CRIME. Com a permanência da posse, o crime se estende no tempo, permanecendo em flagrante delito, situação que dispensa mandado judicial. Não se intima criminoso pra dizer que o crime dele será averiguado. Oriente melhor seus associados, Sr. Elias, para que parem de cometer crimes. Dessa forma, não haverá problemas com a polícia.
 
GUTO
GUTO - 13de Março às 10:13
Esse povo contribui com quê aqui?? Devia ser deportados. O MP deve ter outros assuntos para se preocupar.
 
Paulo
Paulo - 14de Março às 13:27
Pior é uma reportagem tendenciosa. Depois querem uma sociedade justa. Se a imprensa quer a todo custo desmoralizar a polícia. A Constituição é clara, em flagrante delito a Polícia não precisa da autorização judicial para entrar em domicílio. Trabalho perfeito. Menos armas, menos crimes.