Janot manda apressar investigação dos casos de abusos contra kalungas

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postado em 02/05/2015 08:03

Renato Alves

O procurador-geral da República e presidente do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Rodrigo Janot, classifica como “graves” os casos de abusos sexuais contra crianças e adolescentes kalungas na região da Chapada dos Veadeiros. Por meio de decisão publicada no Diário Oficial da União (DOU), ele mandou a Procuradoria-Geral de Justiça de Goiás e o Ministério Público Federal (MPF) tomarem providências para apressar a apuração dos casos.


No mesmo documento, Janot ordenou o arquivamento dos inquéritos só no âmbito do CNMP e mandou encaminhar cópia ao comando do Ministério Público de Goiás (MPGO) e à 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF. Ele considerou que “os graves fatos noticiados relacionam-se com a atividade-fim do MP.”


A reação de Janot coincide com a decisão da Polícia Civil de Goiás de montar uma força-tarefa para cuidar dos casos de estupro de vulnerável — em que a vítima tem menos de 14 anos — parados na delegacia de Cavalcante (GO), onde sequer há delegado. Com o reforço no contigente, os investigadores pretendem cumprir mandados de prisão contra sete suspeitos de estuprar crianças e adolescentes na cidade, crimes praticados entre 2008 e 2010.

Após a denúncia de uma série de estupros de meninas quilombolas na região da Chapada, a Justiça de Goiás decidiu desengavetar todos os casos de violência sexual envolvendo crianças e adolescentes em Cavalcante. Com isso, aos oito inquéritos encaminhados pela Polícia Civil ao MPGO desde dezembro — e que ainda não chegaram ao Judiciário — juntam-se outros 31 que estavam parados no fórum do município de 10 mil habitantes, distante 310km de Brasília. A quantidade aumentou após uma decisão do juiz Lucas Mendonça Lagares, da comarca de Cavalcante. Ele emitiu 27 ordens judiciais referentes à apuração de casos de estupros contra meninas com menos de 18 anos. A providência veio depois de cobranças de autoridades da esfera federal.

 

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Wesley
Wesley - 03 de Maio às 09:32
Até que enfim...agora a justiça ocorrerá e a conveniência do TJGO e MPGO acabará.