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Jovem dá aulas gratuitas de patinação a adolescentes que não têm como pagar

A partir de hoje, o Correio conta a história de pessoas que contribuem para a construção de uma cidade melhor, como a de Henrique Pamplona, que decidiu fazer a diferença

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postado em 21/12/2015 07:45 / atualizado em 21/12/2015 15:17

Thiago Soares



Disponibilizar-se para o bem comum. Com esse princípio, o jovem atleta Henrique Pamplona, 26 anos, vai em direção ao Núcleo Rural Lago Oeste, em Sobradinho, duas vezes na semana, para lecionar a patinação artística para mais de 30 crianças e adolescentes. O projeto, ainda sem nome, ensina o esporte para aqueles que nunca imaginaram um dia aprender a atividade. No Dicionário Aurélio, a definição seria contribuir para que outrem faça alguma coisa; favorecer; facilitar. A palavra em questão: ajudar. A partir de hoje, o Correio publica a série #PrazerEmAjudar. Cinco casos de pessoas e grupos que contribuem para a construção de uma Brasília melhor.

Antonio Cunha/CB/D.A Press


O projeto de Pamplona iniciou há três anos, nos intervalos dos turnos do Centro de Ensino Fundamental Professor Carlos Mota. Em seguida, foi transferido para a quadra de esporte da Associação dos Produtores Rurais do Lago Oeste (Asproeste). No começo, poucos frequentavam as aulas; depois, a procura aumentou e, com o tempo, mais interessados surgiram. Os 40 pares de patins pertencem a Henrique Pamplona, que os disponibiliza para a ação. Como atleta, o jovem participou de diversos campeonatos, é tricampeão Brasileiro e campeão sul-americano. O projeto é gratuito, mas aqueles que têm condições auxiliam com o a quantia que podem. Os valores são revertidos para a compra e a manutenção de equipamentos. “Faço isso com dedicação. O esporte vem com uma das melhores formas de educar e promover o amadurecimento do ser humano”, justifica o voluntário.

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Antonio Cunha/CB/D.A Press


Entre os primeiros participantes, está a estudante Luziene Pereira Cardoso, 17 anos. “Sempre quis patinar, desde criança, mas nunca tive oportunidade. Quando disseram que ia começar aulas aqui, fui uma das primeiras a me inscrever”, lembra. A participação no programa esportivo solidário rendeu a ela três participações em campeonatos. Em duas etapas do Brasiliense de Patinação Artística, a garota conquistou o segundo e o primeiro lugares do pódio.

A dedicação nas aulas fez com que Luziene se tornasse uma das monitoras do projeto social. “Da mesma forma que ganhei a oportunidade de aprender um esporte, quero contribuir para que outras crianças e adolescentes tenham a mesma sorte que a minha. Eu não teria condições de pagar. Ajudo hoje, e quero continuar no futuro”, comenta. Diante das conquistas, a garota pretende seguir carreira no esporte. “É algo que me faz bem.”

Antonio Cunha/CB/D.A Press


Assim como Luziene, o estudante Daniel de Almeida, 17, já participou de disputas esportivas. “Nunca pensei em fazer patinação, mas sempre fui interessado em esportes e em artes. As aulas aqui são de grande valia, uma vez que abrange uma comunidade que carece de práticas esportivas. É um projeto para todos”, declara. O gosto pelo esporte é tanto, que o jovem também pretende seguir carreira de patinador profissional. “Depois da escola, esse é um lugar que me sinto bem. A patinação propicia isso pra mim; por isso, pretendo continuar”, afirma.

“Criei um amor pelo esporte. Não esperava que seria tão bom.” As frases são da estudante Luíza Beda, 16, que, desde o início, participa das aulas de patinação. Antes, as caminhadas com patins eram apenas nas ruas da região ou nos parques. Depois que ela começou a participar do projeto social, o desempenho no esporte melhorou. Hoje, ela sabe as coreografias e principais manobras exigidas nas grandes disputas. “O projeto ocupa meu tempo de uma forma produtiva. A realização das aulas é uma chance para aqueles que não poderiam arcar com os custos. Isso beneficia muito a população.”

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