Cidades

Proposta para regularizar camelôs enfrenta resistência de lojistas

Ao mesmo tempo em que aperta o cerco aos ambulantes na área central do DF, o GDF estuda um projeto de lei para colocá-los na legalidade. Setor produtivo alega concorrência desleal

postado em 23/12/2015 06:10
Os ambulantes se concentram, agora, na passarela que liga o ParkShopping a uma estação do metrô: garantindo as vendas de fim de ano

A alta taxa de desemprego no Distrito Federal tem consequências no ordenamento da cidade: cerca de 10 mil pessoas trabalham na informalidade e vendem produtos em espaço público sem pagar impostos. Diante de tal cenário, o Executivo local estuda tirar essa parcela da população da ilegalidade. Mas, se por um lado o setor produtivo reclama de competição desigual, por outro, os ambulantes insistem na comercialização dos produtos, mesmo com a ação do governo de retirá-los da área central da cidade. Impedidos de trabalhar no Setor Comercial Sul e na Rodoviária do Plano Piloto, os camelôs buscaram um novo endereço para garantir a movimentação de Natal: as proximidades do ParkShopping.

Segundo dados da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), o desemprego no DF está na casa dos 15% no DF ; cerca de 225 mil pessoas. Entre as consequências da crise econômica, está o aumento no número de pessoas recorrendo à venda informal nas ruas. Para coibir o comércio irregular, o GDF, até 4 de janeiro, mantém em vigor a Operação Natal Legal, que visa estabelecer a ordem pública, a limpeza das ruas e a segurança dos pedestres. Equipes móveis da Agência de Fiscalização (Agefis) estão instaladas nos principais pontos onde o comércio irregular ocorre para dar suporte às ações fiscais. Funcionários da Subsecretaria de Ordem Pública e Social (Sops), da Vara da Infância, da Polícia Militar, da Secretaria do Trabalho, do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), do Corpo de Bombeiros, da Administração da Rodoviária, da Administração do Plano Piloto, do Departamento de Trânsito (Detran) e da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) têm atuado na repressão aos camelôs. Os materiais recolhidos são levados para o depósito da Agefis, no Setor de Indústria e Abastecimento.

Em um primeiro momento, as ações se concentram na região da Rodoviária do Plano Piloto, mas futuras operações estão em estudo. Na tarde de ontem, a equipe de reportagem do Correio esteve no local e constatou que, com a presença de policiais militares, os vendedores não estão mais no local. Em outros pontos, como o Conic e o Setor Comercial Sul, a concentração também diminuiu drasticamente.

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