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No DF existem 36 áreas de risco: 4,9 mil imóveis correm risco de desabar

Entre os endereços considerados perigosos, está a Vila Cauhy, no Núcleo Bandeirante, ocupada há pelo menos 45 anos

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postado em 21/01/2016 07:21 / atualizado em 21/01/2016 17:41

Nathália Cardim / , Isa Stacciarini , Luiz Calcagno , Bernardo Bittar / , Amanda Carvalho - Especial para o Correio

Gustavo Moreno/CB/D.A Press


As fortes chuvas registradas no Distrito Federal desde o início do mês ameaçam milhares de moradores da capital. A Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil calcula 36 áreas de risco em 18 regiões administrativas, incluindo a Asa Norte. Em São Sebastião, uma casa desabou e outra acabou com paredes e telhados ao chão. Ninguém se feriu. Ao todo, dez imóveis foram interditados no DF. Entre os endereços considerados perigosos, está a Vila Cauhy, no Núcleo Bandeirante, ocupada há pelo menos 45 anos. A precipitação da madrugada de ontem afetou 60 lotes depois que o nível do Córrego Riacho Fundo subiu cerca de 1,5m. O alagamento é tratado como o maior na história da região.



Os habitantes da localidade ficaram ilhados. Cerca de 300 pessoas passaram o dia desalojadas. Deixaram os seus lares ainda de madrugada e retornaram somente à tarde. Às 14h30, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), visitou o local com a secretária de Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar, e prometeu assistência às famílias. Houve alagamento, também, no Recanto das Emas e nas proximidades do Núcleo Rural Ponte Alta, no Gama. Oito árvores caíram em regiões do DF. O Corpo de Bombeiros registrou 113 ocorrências relacionadas à chuva e atuou em sete salvamentos.

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O subsecretário de Defesa Civil, coronel Sérgio Bezerra, atestou que não há risco de desabamentos estruturais, mas ele confirmou que, caso aconteçam chuvas com a mesma intensidade, existe risco de novo alagamento no Córrego Riacho Fundo. Para conter possíveis desastres, o GDF criou uma força-tarefa com 12 órgãos. Equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros permanecerão de plantão na localidade.

Durante a visita à Vila Cauhy, Rollemberg informou que avaliará a situação de cada morador na Secretaria de Gestão do Território e Habitação (Segeth) e na Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab). “Neste momento, nós temos de atender, emergencialmente, as pessoas. Isso é garantir alimentação, auxílio-vulnerabilidade de R$ 408 e colchões para essas famílias”, explicou. A Administração Regional do Núcleo Bandeirante serviu almoço para as famílias. No total, foram oferecidos 15kg de galinhada. A alimentação também está confirmada para os próximos dias, pois funcionários do órgão arrecadaram R$ 515 e compraram 30kg de arroz. Os desabrigados receberão, ainda, cestas básicas.



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Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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Clarissa
Clarissa - 21 de Janeiro às 14:03
O paranoá tá meio fora de lugar nesse infográfico...
 
marta
marta - 21 de Janeiro às 12:37
Ocupação desordenada do solo
 
marta
marta - 21 de Janeiro às 12:37
Ocupação desordenada do solo.
 
daniel
daniel - 21 de Janeiro às 12:00
Vamos refletir um pouco. O Código Florestal Brasileiro amplamente discutido e já aprovado no Brasil reza que não se pode construir residência a menos de 30 metros das margens de um rio. O que vemos nesta reportagem? Invasores de terras públicas constroem casas à beira dos rios, a fiscalização não fiscaliza, não aplica o Código Florestal vigente e dá nisso. Tudo muito previsível!
 
Sergio
Sergio - 23 de Janeiro às 00:22
Essa construções são de antes do código florestal negão.

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