Cidades

Mãe cria blog para relatar rotina da filha com microcefalia

A proposta da página é mostrar que a microcefalia não é impedimento para uma vida normal

postado em 28/01/2016 06:08

A proposta da página de Elaine é mostrar que a microcefalia não é impedimento para que a filha de 10 anos tenha uma vida normal

A microcefalia, que tem assustado as famílias brasileiras nos últimos meses, é conhecida de longa data de Elaine Santos Gomes Costa Carvalho, 37 anos. Há uma década, ela descobriu que a filha, Beatriz Costa Carvalho, tinha essa condição. Elaine sentiu surpresa e insegurança com o diagnóstico, uma vez que, à época, pouco se falava sobre o tema. Com o passar do tempo, Elaine preferiu converter essas sensações em força para enfrentar as dificuldades colocadas no caminho da filha especial. Hoje, as descobertas tornam-se postagens compartilhadas no blog De carona com Bibi, no qual apresenta a rotina da garota, revela a felicidade dos avanços diários e aborda assuntos como a acessibilidade.

[SAIBAMAIS]A proposta da página, mostrar que a microcefalia não é impedimento para uma vida normal, começou a ser desenvolvida há mais de sete anos. ;Eu usava minha página pessoal, nos tempos do Orkut ainda, para falar sobre a Bibi. Minha irmã insistia muito para fazermos o blog e ampliarmos o alcance das postagens;, explica. Com 10 anos, Bibi ainda não aprendeu a andar, mas engatinha pela casa toda. ;Quero mostrar que podemos fazer tudo normalmente. Se ela não anda, vai de cadeira de rodas aos lugares. É uma mensagem para que as pessoas não escondam os filhos;, defende.

Bibi já foi a Londres e a Paris, viagens registradas no blog e na página homônima do Facebook. A menina conheceu pontos turísticos e utilizou o transporte público. ;A acessibilidade lá é muito melhor. No ônibus, em Londres, os motoristas paravam e desciam a rampa para subirmos com a cadeira de rodas;, lembra Elaine. A família mora em Valparaíso, em Goiás, e conhece bem as dificuldades relacionadas à mobilidade. ;Aqui, os motoristas não param, porque falta a rampa ou mesmo para não ;estourarem; o tempo do trajeto;, compara.

Pela Europa

Rodar parte da Europa proporcionou a dimensão da diferença de tratamento destinado às crianças com deficiências por aqui. De acordo com Elaine, até mesmo um passeio com Bibi pelo shopping causa estranhamento. ;Há pouco tempo, as pessoas não costumavam sair de casa com os filhos especiais. Quase não as víamos em locais públicos. Por isso, aconteceu de sairmos com Bibi e as pessoas ficarem olhando. Elas não estão acostumadas;, afirma. Se os olhares de curiosidade vêm acompanhados de preconceito, Elaine não hesita. ;Não deixo olharem para ela com piedade ou indiferença. Viro uma leoa;, conta.

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