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Brasilienses procuram escolas náuticas goianas para tirar habilitação

Na capital, o número de vagas para a realização dos certames foi reduzido pela metade em relação a anos anteriores

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Janine Moraes/CB/D.A Press
 
 
Brasilienses que querem tirar habilitação para pilotar lanchas e jet skis estão fazendo provas teóricas em cidades de Goiás, embora sejam aplicadas por militares da Capitania Fluvial de Brasília. Escolas náuticas reclamam que, na capital, o número de vagas para a realização dos certames foi reduzido pela metade em relação a anos anteriores. Devido à demora, torna-se mais ágil realizar o procedimento em municípios fora do DF.

Até o ano passado, a Capitania ofertava 240 vagas por mês para quem queria se submeter aos exames em Brasília, segundo as escolas. O número teria caído para 120, desde janeiro. O resultado é que, mesmo quem fez todo o procedimento exigido pela Marinha — três horas de aula prática para pilotar jet skis, e seis, para lanchas —, precisaria esperar até o próximo ano para concluir o processo, com a avaliação teórica.

As instituições mais próximas, fora do Distrito Federal, ficam em Alexânia, a 91km de Brasília, e Goiânia, a 208km. Dos 35 alunos que fizeram o teste em Alexânia, no último domingo, 25 vieram de Brasília. Um deles é o estudante Cayo Santoro, 28 anos. “O agendamento aqui estava muito demorado. Eu tenho uma lancha e não queria ficar na ilegalidade. Não valia a pena esperar”, explica. A multa para quem pilota embarcações sem habilitação pode chegar a R$ 2,2 mil.

O servidor público Rafael Guirra, 27, também fez a prova em Alexânia, um mês após ter iniciado as aulas de pilotagem. Se marcasse o teste para Brasília, faria somente em novembro. “E depois de obter a aprovação, ainda demoraria mais 30 dias para chegar a carteira, e eu sem poder navegar”, disse.

O instrutor de uma das escolas do DF reclama da situação. “A Capitania obriga que o condutor tenha carteira, mas não dá condições para tirá-la”, queixa-se. “A demora atrapalha os planos dos alunos, que se matriculam com o objetivo de tirar a habilitação o mais rápido possível, seja pela multa, seja para aproveitar as férias”, lamenta.

Em outra escola náutica da capital, oito alunos não conseguiram marcar o exame para este ano. Segundo a responsável pelo estabelecimento, há duas semanas as vagas estão encerradas. “Trabalho há 10 anos nesse meio. Sempre conseguimos atender a demanda. A última prova era feita até a metade de dezembro e, agora, será em novembro. Informaram na semana passada que não teria mais vagas”, disse.

Preço

Tirar a habilitação em uma das oito escolas de formação habilitadas nas cidades goianas costuma ser mais caro. Além do deslocamento, há os custos repassados pela Marinha às instituições, que precisam pagar todas as despesas com transporte, hospedagem e alimentação dos militares deslocados para os procedimentos.

Uma delas chegou a ter gastos de R$ 4 mil em logística para a aplicação do certame. “Já trouxeram oito marinheiros para uma prova para 30 pessoas. O curso acaba ficando bem mais caro por conta disso”, critica a responsável pela escola, que preferiu não se identificar. Na última prova, aplicada em julho, a Capitania exigiu até pagamento de materiais de escritório, como papel e toner de impressora.

Em média, um curso para as duas habilitações, de lancha e jet ski, custa entre R$ 700 e R$ 800 em Brasília. O preço para fazer o mesmo em Jataí, a 527km da capital, chega a R$ 1,2 mil. Em Itaberaí (a 281km), custa R$ 1,1 mil. Procurados, a Capitania Fluvial de Brasília e o 7º Distrito Naval não quiseram se posicionar.
 
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