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Correio Braziliense

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Estudantes ocupam escolas contra a PEC 241 e a reforma do ensino médio

Jovens ocupam o Centro de Ensino Médio (Cem) 414 em Samambaia, e o Instituto Federal de Brasília (IFB)

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postado em 11/10/2016 16:42 / atualizado em 11/10/2016 19:46

Divulgação/Sinpro
Ao menos duas escolas públicas estão ocupadas por estudantes no Distrito Federal. Estudantes do Centro de Ensino Médio (CEM) 414 em Samambaia, por exemplo, tomaram a instituição para protestar contra a medida provisória que torna optativas as matérias de Filosofia, Sociologia, Educação Física e Artes, e contra a PEC 241, que condiciona investimentos em saúde e educação a outros cortes financeiros do governo federal. Além da unidade de ensino distrital, desde esta segunda-feira (10/10), alunos do Instituto Federal de Brasília (IFB) também ocupam o campus de Samambaia.

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Desde a quarta-feira da semana passada, a Secretaria de Educação do DF dialoga com integrantes dos movimentos estudantis, alunos e professores da do CEM 414, para esclarecer as implicações da medida, e entender o posicionamento dos ocupantes. Nesta sexta-feira (7/10) a Secretaria, se reuniu com dois estudantes, dois professores e dois representantes da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes) e da União dos Estudantes do distrito Federal (UEDF).

Na quinta-feira (6/10), a Secretaria de Educação solicitou a desocupação do CEM 414, mas até o momento o pedido não foi atendido. “Somos a favor da reformulação do ensino médio, mas a forma que ela foi colocada gerou muita rejeição”, afirma Fernando Wirthmann, diretor de ensino médio da Secretaria de Educação.
 
O Sindicato dos Professores do Distrito Federal acompanha os estudantes. “Os movimentos estudantis têm um bom diálogo com os professores, que nos informam das ações. Estamos, também, acalmando os professores, e mostrando a importância de permitir que os alunos manifestem suas indignações”, ressalta Claudio Antunes, 42 anos, diretor do sindicato.

Alunos do Centro do Ensino Médio 414 de Samambaia, conversaram com a reportagem por telefone. Eles contaram que cerca de 25 manifestantes dormem no local e há cerca de 50 pessoas atuando durante o dia. A estudante Isabela Tavares, 18 anos, reclama da falta de diálogo de autoridades do Executivo com as comunidades escolares. “Nós não somos contra a mudança, mas acreditamos que ela tenha que acontecer em conversa com a os estudantes, os pais e professores.”
 
A expectativa de movimentos estudantis é que novas escolas sejam ocupadas até o fim de semana. Até o momento a Unes não se pronunciou.

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