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Estudo revela que 216 idosos foram agredidos no DF até setembro deste ano

Na maioria dos casos, 112 deles, a mulher foi a vítima. Do total, 72 homens foram agredidos no mesmo período. O estudo indica que os maiores autores de violência são os próprios filhos, que contabilizam 84 das ocorrências

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postado em 13/10/2016 21:40 / atualizado em 13/10/2016 22:15

Janine Moraes/CB/D.A Press
 

Pelo menos 216 idosos sofreram algum tipo de violência entre janeiro e setembro deste ano. A análise é da Central Judicial do Idoso, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), que também aponta a maior parte dos casos, cerca de 112 deles, a mulher foi vítima. Do total, 72 homens foram agredidos no mesmo período. O estudo indica  que os maiores autores de violência são os próprios filhos, que contabilizam 84 das ocorrências.

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Atos de violências financeira e psicológica são os mais comuns, que totalizam  148 casos, seguidas por 42 casos de negligência, de acordo com o relatório. Quando o caso envolve dinheiro, a agressão é caracterizada pela exploração indevida da renda e apropriação do patrimônio do idoso.

 

No caso das ocorrências verbais, ou gestos feitos com a intenção de afetar a autoestima, autoimagem e identidade são características da violência psicológica. A falta de atenção à integridade, a segurança ou a higiene da vítima configuram negligência.

Também de acordo com a pesquisa, as regiões administrativas com  o maior número de casos foram Ceilândia (36), Brasília (22) e Taguatinga (16). Os números da pesquisa correspondem a novos casos de violência, ou seja, pessoas que não são reincidentes neste tipo de crime.

 

Depressão

Não é raro encontrar idosos que sofreram ou sofrem maus-tratos caírem em depressão. A falta de tratamento adequado para a doença quando chega já na terceira idade pode desencadear problemas mais graves. Segundo especialistas, a solução está no diálogo aberto sobre o assunto e na prática constante de exercícios físico.

 

A taxa de suicídio de idosos para cada 100 mil habitantes no DF passou de 0,39 para 0,41, entre 2011 e o ano passado — no intervalo, essa parcela da população demonstrou crescimento de 14,27%. Em números absolutos, houve um salto de 10 casos em 2011 para 16 em 2013. Em 2012, um total de 13 idosos tiraram a própria vida. Em 2014 e 2015, foram 12 a cada ano — a estatística alarmante pode ser maior que os 9,2% registrados. A situação, em grande parte, ainda é subnotificada, admite a Secretaria de Saúde.

 

A Universidade de Brasília desenvolve projetos que atendem este público. Os projetos são de diferentes áreas e visam uma melhora na qualidade de vida das pessoas nessa fase. Conheça alguns desses serviços: 

 

Centro Multidisciplinar do Idoso
O serviço desenvolvido por assistentes sociais, dentistas, enfermeiros, fisioterapeutas, geriatras e psicólogos, tem como objetivo acompanhar pacientes com demência que são tratados pelo Hospital Universitário de Brasília (HUB). O atendimento realizado no ambulatório 2 do HUB é vinculado ao Sistema Único de Saúde. (SUS)

 

Com 19 anos, o projeto não se prende ao consultório. Os pacientes também são estimulados a promover sua integração social por meio da pintura e do canto coral. Para ter acesso, o idoso deve ser encaminhado pela Geriatria de uma das regiões atendidas pelo serviço.

Promoção de práticas saudáveis
Idosos que desejam entender sobre questões que podem interferir na qualidade de vida têm espaço no Centro de Saúde 9 de Ceilândia. O projeto Promoção de Práticas Saudáveis com os idosos é desenvolvido por extensionistas de diversas áreas da saúde junto à unidade de saúde local.

Além das reuniões e do acompanhamento, os senhores e senhoras participam das campanhas de vacinação. Ao final de cada ano, a iniciativa é avaliada pelos próprios pacientes. Para participar, o idoso deve comparecer às reuniões, sempre na última quinta-feira do mês, das 14h às 17h.  O Centro de Saúde 9 expõe o calendário das reuniões nos murais.

Musculação para a melhor idade
A UnB também promove aulas de musculação para os idosos no Centro Olímpico do Campus Darcy Ribeiro, no Plano Piloto. O programa propõe atividades físicas para idosos diagnosticados com doenças crônicas e degenerativas e já atendeu mais de cem pessoas.

O Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Atividade Física (Gepafi) gere o projeto há 19 anos, e busca também promover, ao longo do ano, eventos acadêmicos e cursos de extensão voltados ao exercício físico para a terceira idade. Quem quiser se juntar ao grupo deve entrar em contato pelo (61) 3107-2557 , nas segundas e quartas-feiras.

Universidade do envelhecer
Quem disse que idoso não estuda? O curso Educador Político Social  em Gerontologia é uma oportunidade para adultos e idosos que querem atuar em políticas para o envelhecimento com qualidade de vida. Com duração de três semestres, o curso é oferecido pela Universidade do Envelhecer (UniSer), programa da UnB.

Dentre as disciplinas programadas estão, Autocuidado, Qualidade de vida, Direito e Cidadania, Política e Educação, Atividade Física e Mobilidade e  Música. Atualmente a UniSer possui turmas em andamento na Asa Norte, Candangolândia, Ceilândia e Riacho Fundo I.

Para se inscrever, o candidato precisa ter idade a apartir dos 40 anos, e ter as tardes de segunda a sexta-feira disponíveis, além de atividades extras que podem ser desenvolvidas aos fins de semana. As aulas ocorrem de 14h às 17h30. No momento não há previsão de abertura para novos processos seletivos. Quer mais informações? Clique aqui.

 

Informática Básica para a Terceira Idade
Estar antenado nas redes sociais é mais um dos desafios da terceira idade. A Universidade de Brasília oferece curso de informática voltada para esse público. A ideia é fornecer conhecimentos essenciais sobre o computador e a internet.

O cursos tem cinco módulos e normalmente ocorre três vezes por semana durante a tarde. As aulas, que são ministradas na Escola de Informática em turmas com até 20 alunos, têm duração de duas horas. Quem quiser participar deve entrar em contato pelos telefones (61) 3107 6385 ou 3107 6386. Cada turma deve ter no mínimo 15 interessados. Valor R$ 500 reais.  


 

 

 

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