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GDF não vai pagar reajustes a servidores. Rollemberg fará anúncio hoje

A estimativa é que os reajustes salariais custariam R$ 120 milhões por mês aos cofres públicos. Secretários da governança devem receber representantes dos sindicatos para dar explicações

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postado em 14/10/2016 06:31 / atualizado em 14/10/2016 07:46

Helena Mader

Breno Fortes/CB/D.A Press - 1/9/16

O governador Rodrigo Rollemberg vai anunciar na manhã desta sexta-feira (14/10) que o GDF não pagará o reajuste salarial prometido aos servidores. A má notícia já era esperada pelo funcionalismo público, mas o governo adiou a oficialização da medida, enquanto buscava saídas para tentar resolver o problema. Rollemberg, entretanto, alega que não conseguiu recursos para garantir a concessão dos benefícios. A estimativa é que os reajustes salariais custariam R$ 120 milhões por mês aos cofres públicos.

O anúncio será feito pelo governador no Palácio do Buriti às 10h e, à tarde, os secretários da governança devem receber representantes dos sindicatos para dar explicações sobre o novo adiamento do reajuste salarial. Desde o mês passado, os sindicatos estão mobilizados para cobrar o pagamento da última parcela do aumento, aprovado durante a gestão do governador Agnelo Queiroz.

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Os valores deveriam ter sido incorporados aos contracheques dos servidores públicos de 32 categorias no ano passado mas, diante da crise econômica, Rollemberg adiou o pagamento da última parcela para outubro de 2016. Integrantes da equipe econômica alertaram o Palácio do Buriti de que o eventual repasse dos aumentos agora poderia levar ao atraso do pagamento dos salários de todos os funcionários públicos do DF. A data limite para a decisão sobre o assunto era esta sexta-feira, quando o governo fechará a folha de pagamento de novembro.

A concessão desses reajustes foi questionada pelo Ministério Público do Distrito Federal no ano passado, com o argumento de que os benefícios não foram previstos no orçamento do DF. O MP ajuizou uma ação direta de inconstitucionalidade contra as leis que autorizaram o aumento salarial. Mas o Tribunal de Justiça do DF não admitiu a Adin e manteve a legislação em vigor. Na época, a Procuradoria do DF defendeu a improcedência da ação, ou seja, a manutenção dos reajustes.

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Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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marcelo
marcelo - 14 de Outubro às 11:28
2018 vem ai
 
julio
julio - 14 de Outubro às 10:15
Governador e o calote nos fornecedores inerentes 2014, quando se pago. O senhor nunca meditou que dentre os lesados existe muitas pequenas empresas que estão em dificuldades?
 
isidoro
isidoro - 14 de Outubro às 09:27
A economia não paga promessa de político. Agnelo apostou nas bençãos do governo Dilma, e ele, junto com a economia foram pelo ralo. E como não dá para tirar "leite de pedra", a conta chegou para este governo. Mas é bom ele mostrar que está fazendo boa gestão do pouco que está entrando no cofre.

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