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Correio Braziliense

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Lotérica de servidor da CLDF é alvo da terceira fase da operação Drácon

Profissionais do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) estão no estabelecimento dando andamento à operação

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postado em 17/10/2016 09:08 / atualizado em 17/10/2016 10:26

Marcelo Ferreira/CB/D.A press
 
A terceira fase da operação Drácon realiza mandato de busca e apreensão na lotérica do servidor Alexandre Braga Cerqueira, localizada no Jardim Botânico. Profissionais do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) estão no estabelecimento dando andamento às investigações. A ação foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (17/10). Até o momento, nada foi retirado do local.  


Desde 2013, Alexandre exercia a função de secretario executivo da mesa diretora da Câmara Legislativa. Entretanto, o servidor foi afastado do cargo por decisão judicial. A suspeita é de que ele teria ocultado provas importantes antes da deflagração da primeira etapa da Drácon. O objetivo seria obstruir as investigações.
 
A operação Drácon apura um esquema de cobrança de propina para aprovação de uma emenda parlamentar destinada a pagamento de empresa na área de saúde. A nova fase está relacionada à suspeita de que os servidores, ligados a membros da Mesa Diretora da Câmara afastados por decisão judicial, teriam ocultado provas importantes antes da deflagração da primeira etapa da Drácon. O objetivo seria obstruir as investigações. Além do endereço do comércio de Alexandre, o Ministério Público também cumpre buscas em endereços ligados ao servidor Sandro Vieira, então asessor da presidência da Câmara Legislativa, flagrado carregando caixas com documentos, segundo o MPDFT.

Alexandre e Sandro foram flagrados pelo sistema de câmeras de segurança da Câmara retirando caixas de documentos e equipamentos no mesmo andar onde funcionam os gabinetes da Mesa Diretora. Alexandre foi flagrado pelas câmeras num sábado, dia 20 de agosto, às 10h30, e Sandro no dia 22 de agosto, véspera da operação, por volta das 6h da manhã. A Operação Drácon foi realizada em 23 de agosto. As medidas de hoje foram autorizadas pelo desembargador José Divino, relator do caso no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).
 
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