Seis cidades do DF estão em alerta para a alta incidência do Aedes

Levantamento da Secretaria de Saúde mostra a situação é ainda mais crítica em quase 20% do DF. Campanha de combate foi antecipada e começa na primeira semana de novembro

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 17/10/2016 21:52

Reprodução/Internet
 

A Secretaria de Saúde divulgou com exclusividade ao Correio, o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), realizado na última semana de setembro. O resultado preocupa as autoridades sanitárias. Seis regiões administrativas — 19,3% do  total — estão com índices de incidência maiores que o nível considerado seguro pelo Ministério da Saúde e estão em estado de alerta. O Aedes aegyti transmite dengue, zika e chicungunha.

 

Leia mais notícias de Cidades

 

Lago Norte, com 1,6% de infestação; Asa Norte, com 1,4%; Ceilândia e Lago Sul, com 1,3% cada; e São Sebastião e Sobradinho 2, com 1,1% estão com estatísticas alarmantes. As taxas inferiores a 1% são satisfatórias; de 1% a 3,9% estão em situação de alerta; e superior a 4% há risco de surto de doenças transmitidas pelo Aedes, segundo parâmetros do Ministério da Saúde.

Até 10 de outubro, a Secretaria de Saúde registrou 82 infecções de dengue por dia no DF. Ao todo, 23.228 tiveram a doença em 2016. Quando comparado ao mesmo período de 2015, o Distrito Federal teve um aumento de 104% no número de pessoas contaminadas. No total, 38 pacientes tiveram o tipo hemorrágico da doença e 20 morreram. No período, houve ainda, 194 casos de zika — dos quais 38 em gestantes — e 162 de chicungunha.

Campanha

O Executivo local antecipou as ações de controle do mosquito, como o Correio adiantou na edição impressa de sexta-feira da semana passada (14/10). O GDF planeja gastar R$ 5,4 milhões com o combate, segundo a Subsecretaria de Vigilância à Saúde. Ao todo, a pasta investiu, até outubro, R$ 4 milhões no serviço. O cronograma de atividades vai começar a partir da primeira semana de novembro. Cerca de 3 mil homens estarão envolvidos. A cada semana, oito cidades passarão pelo combate.

Serão utilizados na campanha 41 carros fumacê, 27 bombas manuais de veneno. Além disso, há no estoque 300 litros de biolarvicida e 3 mil cápsulas de veneno. Seis equipes especiais — em média, seis pessoas — farão o controle nas áreas mais preocupantes. “Nosso planejamento será atualizado de acordo com as necessidades do DF”, informou o subsecretário de  Vigilância à Saúde, Tiago Coelho.

O que vai nortear o calendário das ações é o LIRAa. “A gente antecipou em um mês as ações. A grande diferença é o monitoramento de três variáveis: as doenças (casos nas cidades), o número de mosquitos (infestação) e os tipos de foco em cada cidade”, explica.

Alerta

Veja índice de infestação por cidade

Lago Norte – 1,6%
Asa Norte – 1,4%
Lago Sul – 1,3%
Ceilândia – 1,3%
São Sebastião – 1,1%
Sobradinho – 1,1%
Vicente Pires – 0,9%
Sobradinho 1 – 0,7%
Jardim Botânico – 0,7%
Park Way – 0,6%
Gama – 0,56%
Planaltina – 0,52%
Varjão – 0,5%
Cruzeiro – 0,4%
Asa  Sul – 0,2%
Taguatinga –  0,2%
Riacho Fundo 2 –  0,2%

Samambaia, Recanto das Emas, Itapoã, Paranoá, Santa Maria, Estrutural, Águas Claras, Riacho Fundo 1, Núcleo Bandeirante, Fercal, Sudoeste/Octogonal e o Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) registraram incidência igual a zero. As amostras foram coletadas entre 26 e 29 de setembro. 

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.