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Correio Braziliense

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Moradores temiam por destruição do Posto Comunitário da PM em Samambaia Sul

Eles chegaram a fazer um protesto para evitar que o local fosse desativado pela corporação

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postado em 18/10/2016 19:50 / atualizado em 18/10/2016 20:58

Thiago Soares

Breno Fortes/CB/DA Press

O posto comunitário da Polícia Militar incendiado na QR 319 de Samambaia Sul havia sido desativado há menos de um mês. Antes do encerramento das atividades, moradores da região chegaram a fazer um protesto com abaixo-assinado para evitar a medida. A queimada ocorrida na madrugada desta terça-feira (18/10) é vista pelos vizinhos da unidade policial como algo que poderia ser evitado se o local estivesse sendo usado como foi planejado. Somente neste ano, oito estruturas foram alvos dos ataques de bandidos.

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A unidade já havia sido atacada em 10 de outubro. Na ocasião, o fogo consumiu metade da estrutura divida em duas alas. Desta vez, por volta de 3h, os moradores acordaram assustados com os barulhos dos vidros sendo quebrados com o calor das chamas. Nenhum deles viu quem teria ateado fogo no local. Apavorados com a possibilidade do incêndio atingir as residências próximas, eles acionaram os bombeiros. Mas, ao contrário da primeira tentativa, nesta o posto foi totalmente destruído.

"Tentamos justamente evitar essa situação. O posto vinha funcionando na normalidade até que resolveram desativar. A presença da polícia trazia sensação de segurança para todos da vizinhança. Agora sem nem a estrutura a situação fica complicada", detalhou o comerciante Magno Ângelo Souza, 27 anos. O marceneiro José de Oliveira, 71, ficou impressionado com o estado do antigo posto. "É um absurdo isso. Era um lugar essencial para a comunidade. Tentamos que ele continuassem aberto, mas não conseguimos e agora ocorreu isso", disse.

Dos 131 postos construídos desde a criação do projeto em 2008, 32 foram alvos de ataques criminosos, segundo a Polícia Militar. As unidades foram construídas em pontos estratégicos de várias regiões administrativas para garantir a segurança da comunidade. Cada uma equipada com computador, telefone e torre de controle. Tudo isso ao custo de cerca de R$ 13 milhões aos cofres públicos. Porém, mesmo com os altos investimentos, com o tempo, as instalações caíram em desuso e passaram a ser atacadas pelos bandidos.

Por meio de nota, a Polícia Militar explicou que, os postos comunitários desativados serão futuramente utilizados para outras finalidades, a exemplo de alguns que serão transformados em salas de aula para a Escola de Música de Brasília (EMB). A corporação no entanto, informou “que esses convênios dependem de análise de impacto para a segurança local e da identificação de necessidades das comunidades locais. Alguns PCS's serão mantidos como ponto de apoio para a Polícia Militar”, justificou no texto.

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