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Morador de Samambaia atingido pelo temporal morre no hospital

Um inquérito foi aberto para descobrir as reais causas da morte. Homem foi deixado estável no hospital

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postado em 20/10/2016 18:49 / atualizado em 20/10/2016 20:26

Alessandra Modzeleski - Especial para o Correio

O vigilante e morador de Samambaia, Carlos Henrique Ramos, de 32 anos, morreu no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), nesta quinta-feira (20/10). Único morto após o vendaval que atingiu a região administrativa, Carlos foi deixado estável no HRC pelos Bombeiros. Por isso, a causa da morte está sendo investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). As outras quatro vítimas passam bem.

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Segundo a PCDF, durante o vendaval, Carlos  saiu para trabalhar, por volta de 20h. Ele estava em direção a um ponto de ônibus e, por conta da chuva, se alojou em uma casa de esquina na Quadra 421, conjunto 2, em Samambaia Norte, onde foi atingido pelo muro. O vigilante foi socorrido por um vizinho e, em seguida, levado ao HRC pelo Corpo de Bombeiros. Ele tinha apenas com uma fratura na perna.

No local, Carlos foi reconhecido por uma ex-cunhada, Elyane Farias Martins, que trabalha como cuidadora particular e estava na unidade de saúde. No boletim de ocorrência, ela relatou que conversou com a vítima, que disse estar sentido muita dor nas costas e nas pernas. Após um tempo, ele começou a ter uma parada cardiorrespiratória.

De acordo com o laudo da morte, a causa foi traumatismo craniano, que evoluiu para hemorragia interna. O laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) deve sair entre 15 e 30 dias. O caso foi registrado na 32ª DP de Samambaia.

 

 

Acolhimento

A secretária de Segurança Pública e Paz Social do DF, Márcia de Alencar, esteve no local da tragédia na tarde desta quinta-feira (20/10). Ela disse que toda a família de Carlos Henrique está recebendo atendimento do governo, principalmente a viúva dele. "A vítima teve o pronto atendimento pré-hospitalar pelos bombeiros dentro dos protocolos, foi encaminhado ao HRC e o óbito evoluiu rapidamente depois que ele deu entrada. As circustâncias do atendimento dele no hospital vai fazer parte da segunda fase da investigação", disse ela, completando com a informação que o funeral do vigilante será pago pelo Secretaria Adjunta de Desenvolvimento Social (Sedestmidh).

 

Sobre os cuidados necessários à toda população da região administrativa, a secretária alerta que, apesar de a energia elétrica ter sido desligada, há risco de acidentes. "Estamos garantindo o reestabelecimento de iluminação em algumas áreas. Pedimos à população para que ela permaneça em alerta e atenta para que não faça o retelhamento de uma forma que não seja assistida por um profissional, para que ela não corra risco de acidente. Até porque mesmo nos ambientes que a luz ainda não tenha sido restaurada, há risco de haver corrente elétrica, que pode atingir algumas pessoas", disse. A Sedestmidh disponibilizou 5 mil telhas para a reconstrução das casas.

 

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