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Familiares de jovem assassinada no Núcleo Bandeirante pedem justiça

Ana Rita Graziela Rodrigues levou dois tiros na cabeça por não ter celular

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postado em 22/10/2016 16:02 / atualizado em 22/10/2016 17:36

Patrícia Rodrigues - Especial para o Correio

André Violatti/Esp.CB/D.A Press
 

Jovem, estudante de direito, evangélica, roqueira e agora mais uma vítima da violência urbana. É assim que familiares e amigos de Ana Rita Graziela Rodrigues, 21, a classificam. A pouco menos de 15 minutos para terminar o expediente de sexta-feira (21/10), a jovem foi alvejada com dois tiros na cabeça ao dizer que não possuía celular. Hoje à tarde (22/10), amigos e familiares se reuniram para pedir justiça e segurança.

"Queremos justiça. Espero que as pessoas que cometeram isso sejam encontradas e punidas. Perdemos uma grande amiga", protestou Marco Aurélio Bispo, 26, amigo da vítima e responsável por confeccionar cartazes. O fato que chama atenção no crime é que era dia pagamento. Familiares acreditam que alguém informou os bandidos. "Sem dúvidas que eles sabiam", afirmou Giovanna Telles, mãe da vítima.

O pedido agora é que o governador Rodrigo Rollemberg e a Secretaria de Segurança do Distrito Federal coloquem mais policiais nas ruas. "Tem muito mais bandido do que policial na rua", criticou Giovanna. Segundo moradores e trabalhadores da região, o local não tem policiamento e os assaltos são frequentes. Um comerciante, que prefere não ser identificado para não sofrer represálias, afirma trabalhar com medo. "A praça aqui do lado é uma boca de fumo. A polícia passa e não faz nada", comenta.

Ele acredita que, infelizmente, a repercussão do crime não fará com que o policiamento melhore. "Eles (policiais) vão passar por uns dois ou três dias, depois nunca mais", lamentou. O crime foi registrado na 29ª Delegacia de Polícia, do Riacho Fundo, como latrocínio. De acordo com testemunhas, o assaltante trajava camisa social listrada, calça jeans escura e tem pele branca e olhos claros. O homem teria fugido num Fiat Pálio vermelho, que os vizinhos garantem já terem visto pela região. A Polícia Civil investiga o crime.

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Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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Antônio
Antônio - 23 de Outubro às 09:44
Que horror ! Que barbárie ! Educação de Qualidade para todos mitigaria essa tragédia brasileira, que é a violência por motivo fútil, banal.
 
Marcelo
Marcelo - 22 de Outubro às 18:10
Parem de pedir justiça, ela é uma piada. Procurem vingança, é muito mais produtivo, eficaz e honra a vítima.
 
Jefferson
Jefferson - 22 de Outubro às 17:54
Que lamentável. O problema não não é a falta de policiais, o problema é a impunidade e a inversão de valores. E quantas cenas já vimos de pessoas que repudiam policiais quando estes estão efetuando uma abordagem ou prisão? Além da impunidade há sempre aqueles intelectuais defensores de bandidos . O problema e mais sério que a falta de policiamento.

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